Publicidade

no pé do café

A secagem do café interfere na qualidade do produto?

Você sabe quais são os processos em que o café passa até chegar à sua mesa? O No Pé do Café te conta o segredo da secagem!

| No Pé do Café -

 

As etapas que nos levam a melhoria da qualidade do nosso amado café estão sempre passando por mudanças e evoluções, tanto em maneiras de facilitar as operações e diminuir os custos, quanto na qualidade do grão. 

E uma etapa chave é a secagem, que pode parecer simples, mas é fundamental na qualidade e melhoria do café. 

A maneira mais tradicional é no terreiro, quando o cafeicultor aproveita a época de clima seco e utiliza o calor do sol para secar o grão. 

Mas apesar de ser um processo simples, essa é uma técnica muito trabalhosa e que está sujeita às mudanças no clima, que podem danificar o processo de secagem. 

Por isso que é importante estar sempre evoluindo e buscar profissionalizar e melhorar os processos de secagem. 

Com a evolução, os cafeicultores passaram a investir em secadores, com o intuito de melhorar a agilidade na secagem e diminuir os riscos na qualidade. 

Com isso, foi criado o secador de baús, que evoluíram para os rotativos e trouxeram maior uniformidade de secagem, evitando assim que os grãos fiquem manchados, que é uma característica da má secagem. 

A grande vantagem dos secadores é que eles são produzidos para serem o mais automatizados possíveis e assim, necessitar cada vez menos da dependência humana no processo. 

Durante a evolução chegamos aos secadores estáticos, no qual o café pode ser colocado direto quando chega da roça, não correndo o risco de tomar chuva e outras oscilações climáticas. 

Essa secagem é ágil e mantém a qualidade do café, além do baixo consumo de energia elétrica. 

Muitos cafeicultores secam 100% da sua plantação no secador estático, mas outros também mesclam a seca do secador estático no início e finalizando com o secador rotativo. 

Mas você por que a secagem é tão importante para a qualidade do café? 

Quando o fruto vai ser secado, a sua umidade varia entre 20% a 65%. Quanto mais água o café possui, maior o risco na sua qualidade, isso em função dos fungos que estão a todo o momento rodeando o grão, aguardando uma oportunidade para se desenvolver. 

O ambiente perfeito para a proliferação dos fungos é a junção de três fatores: açúcar, temperatura e umidade. 

Quando temos frutos bastante maduros, quando estão vermelhos ou amarelos, o teor de açúcar está no máximo e assim fica um ambiente desejável para os fungos. 

Para driblar o risco de estragar a qualidade do café, a estratégia mais inteligente é retirar a umidade do fruto o mais rápido possível, por isso a secagem é uma etapa tão importante. 



Mais notícias


Publicidade