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no pé do café

Você conhece a importância da adubação foliar para a lavoura de café?

Saiba quando misturar o adubo com fungicidas e inseticidas

| ACidade ON -

 

Drone realizando adubação foliar em cafezal (Foto: Reprodução de vídeo/YouTube)

 

A adubação foliar é fundamental para quem deseja ter uma produtiva e lucrativa lavoura de café. A nutrição, os estimulantes e os bioestimulantes ajudam o cafezal a crescer forte e com qualidade para o consumo e venda. 

Quando o cafeeiro aplica a técnica da adubação foliar, também conhecida como pulverização, parte desses nutrientes vai para a terra e a outra parte vai para a planta, nutrindo todos os pontos essenciais da fazenda. 

Além disso, a operação permite a utilização de fungicidas e inseticidas durante a aplicação do produto. Para o processo, o cafeeiro deverá saber as características principais do adubo aplicado, além de ser aconselhável a consulta de um engenheiro agrônomo. 

A técnica pode ser usada tanto por produtores amadores, quanto por profissionais. 

Confira abaixo, as características principais da técnica, os nutrientes essenciais, os estimulantes e o tempo entre uma aplicação e outra. 

CARACTERÍSTICA 

A principal característica da aplicação da pulverização foliar é que a quantidade de produtos aplicados é relativamente baixa. Essa quantidade gira em torno de um a três quilos de adubo por hectare. 

Para aplicá-la na lavoura, o cafeeiro precisa contar com a ajuda da água, na qual se dilui os produtos. Vale lembrar que a aplicação possui vasão de adubo que varia entre 200 a 400 litros de calda do produto por hectare. Neste ponto, quanto maior a vasão, melhor é distribuído os nutrientes da pulverização na lavoura. 

NUTRIENTES ESSENCIAIS 

O boro, aplicado tanto no solo, quanto na folha, e o zinco são considerados como micronutrientes fundamentais para o cultivo de café. Esses dois componentes merecem destaque e atenção de todo cafeeiro. 

Em seguida, o cobre, o manganês, o ferro e o molibdênio aparecem também como nutrientes essenciais para uma boa lavoura. 

Ainda, o nitrogênio, o magnésio, o enxofre, o fósforo e o potássio também são elementos interessantes, mas opcionais para o cafezal, além de serem usados apenas via solo. 

ESTIMULANTES 

Além dos nutrientes, é importante observar os estimulantes que os adubos podem oferecer ao café. Os quelatos e aminoácidos, por exemplo, são considerados pelos agrônomos como excelentes estimulantes. 

Os quelatos são compostos químicos que melhoram a eficiência da pulverização foliar, mas aumentam o custo de compra dos adubos. A lógica funciona da seguinte maneira: Quanto melhor o produto, mais caro ele será. 

Já os aminoácidos funcionam mediante ao nível tecnológico da lavoura, isto é, o quanto ela é desenvolvida ou não. Para a utilização desse estimulante, é interessante apenas a aplicação em cafezais com nível tecnológico acima do mediano. 

Tanto os quelatos, quanto os aminoácidos, o cafeeiro deverá consultar um engenheiro agrônomo para ter os melhores resultados na lavoura. 

BIOESTIMULANTES 

Os bioestimulantes são hormônios, extrato de algas e microorganismos que ajudam a aumentar a eficácia nutricional do cafezal. Para utilizá-los, é importante se ater às pesquisas acadêmicas para entender os melhores resultados na cafeicultura. 

Além disso, os produtos que por vezes possam ter bons desempenhos em outras culturas, como a cana de açúcar, milho, soja e hortaliças, nem sempre terão resultados satisfatórios na cafeicultura. Para evitar frustações, é importante a consulta de um agrônomo em todo o processo da lavoura. 

QUANDO USAR A ADUBAÇÃO FOLIAR  

Uma maneira prática de se observar se as lavouras estão precisando da adubação foliar é através da comparação das folhas mais novas com as folhas mais antigas. A ideia é que as folhas fiquem sempre maiores possíveis. 

Outra característica é observar a copa das plantas e analisar se a haste principal está achatada ou, então, se os ramos laterais estão maiores que a haste principal. Nestes casos, haverá necessidade de aplicar a técnica. 

TEMPO 

Para se estimar o tempo ideal de uma pulverizada à outra é necessário se observar o clima, de chuva ou de sol, além de se ater ao nível tecnológico da lavoura. Neste sentido, quanto maior é o desenvolvimento do cafezal, o tempo, entre uma pulverizada e outra, será menor. 

O tempo mínimo varia entre 20 e 20 dias, para lavouras mais desenvolvidas, e, no máximo, de 60 e 60 dias, para as menos desenvolvidas. 

DRONES 

Hoje, estuda-se a possibilidade de pulverização com drones. Nestes testes, utilizam-se apenas dez litros por hectare, uma quantidade menor do que as aplicações tradicionais. 

Nos drones, há grande tecnologia nos bicos de pulverização, mas, também, necessidade de produtos comerciais formulados com alta tecnologia. Essa necessidade é importante para que o cafeeiro, que utiliza os drones, possa conseguir uma pulverização mais eficiente na lavoura. 

Embora os drones ainda estejam sendo testados, mostram-se como uma alternativa muito promissora de adubação foliar. 

Para mais informações de cuidado da fazenda com a técnica de adubação foliar, basta assistir ao vídeo abaixo: 


 

*Com supervisão de Luciana Félix

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