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Dia do Ciclista: pedalar por trilhas ao redor da cidade virou prática de primeira necessidade

De pedalar uma bicicleta pelo bairro a enfrentar o mountainbike, o amor pela magrela e suas infinitas possibilidades

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Apesar de eu não ser atualmente um praticante de ciclismo, eu tive a minha Era sobre duas rodas, e foi muito intensa!

No 19 de Agosto é comemorado o Dia Nacional do Ciclista e isso me faz relembrar como foi minha relação com essa modalidade.

Quando criança, nos anos 80, ganhei minha primeira bicicleta, doravante denominada "Bike".  

Numa época em que a modalidade de BMX, ou Bicicross, era a grande febre do momento e a publicidade atacava como slogans como "o pulo do gato", que eu me lembre, foi a minha primeira maior satisfação e que "startou" minhas primeiras explorações.

Com poucos anos de idade, a bicicleta ainda precisava de rodinhas, e claro, não dava pra ser radical. Era preciso aprender a andar primeiro. Tudo sem capacete ou outros itens de segurança.    

Aprendi a andar quando meu pai, depois de muito me ver estagnado, usando as rodinhas, me alinhou e me deu um grande empurrão. A partir desse episódio, ai sim, poderia me considerar um ciclista, apesar de que nessa época, esse conceito de "Ciclista" quase não tinha relevância. A Bike era uma ferramenta de diversão.  

Tinha a turma mais velha, ainda que minoria, mas que adorava uma Caloi 10, da modalidade Speed. A grande maioria tinha Bikes convencionais, aro 26, simples ou com design feminino, como as "Cecis" com quadro curvo e cestinha no guidão para levar flores.   
Bicicleta Speed, fora de estrada
Marchas eram privilégios apenas das Calois 10 ou Calois 12.
Eu cresci e a bicicleta também teve de crescer, então migrei pra outra BMX aro 20.  
Comecei a andar em pista de Bicicross da minha cidade natal.   
Terra, Rampas e Paredões nas curvas, era bem radical. Fora as competições que elevava a aventura.  
Concomitantemente, comecei a explorar novos locais com essa BMX aro 20, o que atualmente é conhecido como Trilha, feitas com as Montain bikes.

A evolução caminhou para a modalidade BMX Flatland, que são as manobras artísticas freestyle feitas nestas bikes, com um conceito mais "Street".   

BMX Flatland
As trilhas de Mountain bike chegaram para mim nos anos 90, e ter uma bike com 18 marchas era um sonho de consumo. Porém as bikes dessa geração ainda eram muito pesadas e caras.

O lifestyle "Ciclístico", se assim posso chamar, se proliferou e atingiu uma nova classe de praticantes, que fomentou o segmento, fez evoluir mais e mais a tecnologia, leveza, desempenho, design, estética por consequência trazendo mais e mais praticantes, num círculo vicioso.   

Acessórios como capacetes, óculos, mochilas de hidratação, sapatilhas e roupas fez alimentar o desejo de consumo dessa tribo que é uma das que mais cresceu e se mantém crescendo no Brasil.

Isso fez com que os produtos de ponta oferecidos chegassem a valores exorbitantes, com bikes que custam mais caras que motocicletas zeras.  

Atualmente, sinto que o mercado começou a oferecer também bikes mais simples, atingindo ainda mais os entusiastas e dando maiores oportunidades a quem quer se iniciar.

Com a pandemia então, pedalar por trilhas ao redor da cidade virou prática de primeira necessidade.
É um fenômeno bonito de se ver!
E você, já pedalou, pedala ou ainda vai pedalar?

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