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Gerenciar alimentos durante o lockdown e em aventuras pode ser parecido.

Confira um comparativo entre o controle do consumo de alimentos durante o lockdown e uma aventura.

| ON Adventure

No segundo dia de lockdown do Estado de São Paulo eu comecei a perceber uma similaridade no que faço com meus alimentos durante uma aventura em cânion.

A gestão de consumo de alimentos é fundamental para que eu tenha energia durante toda a jornada, e pra isso é necessário fazer um estudo antes da aventura.

O que preciso e o quanto eu preciso, levando em conta o peso e o volume. No caso do canionismo é ainda mais criterioso, pois o compartimento a prova dágua que levamos, que abriga alimentos, roupas e outros itens que não pode molhar, tem um volume limitado para caber na mochila junto aos demais equipamentos da atividade que estarão molhados.

Então, saber gerir esse consumo de alimentos com quantidade limitada, é fundamental para não passar fome durante a aventura.

Outro detalhe que me força a entrar em um estado de alerta é, quando a programação de tempo da aventura se estende mais do que o projetado, em especial quando preciso passar a noite no cânion de forma forçada (isso acontece por diversos fatores como demora na incursão ou na progressão ), e isso já aconteceu comigo várias vezes.

Quando isso ocorre, a "luz vermelha" de alerta no cérebro ascende e, o que me sobra de alimento previsto para um dia de aventura, precisa entrar no modo econômico de consumo, para eu ter um mínimo de energia no dia seguinte e concluir a aventura.

Bem, é esse flashback de alerta sobre a gestão de consumo de alimentos que me ressurgiu nesse lockdown.

Com a notícia do fechamento do comércio, incluindo serviços essenciais como supermercados, as populações das cidades paulistas ficaram eufóricas e desesperadas, enchendo os carrinhos até transbordarem. Esse é um comportamento normal e instintivo que vem da parte primitiva do cérebro, a de "sobreviver" à escassez.

Me fez lembrar uma frase que meu pai dizia: "Tem gente que pode passar fome mesmo com dinheiro no bolso".

Eu fiz uma pequena compra que julguei suficiente para passar alimentado até domingo, num ato otimista, porque pode ser que esse prazo de lockdown se estenda.

Porém no segundo dia de Lockdown aquela "luz vermelha" começou a dar sinal. Não que o alimento tenha acabado em dois dias, mas que porque eu notei que, no ritmo de consumo que eu estava, muito provavelmente os alimentos acabariam antes do suposto término do Lockdown. 

Com supermercados fechados e as compras por deliveries em atraso, é necessário que se faça uma gestão de consumo de alimentos, como em uma aventura.
Ok, eu sei que os supermercados e padarias vão fazer deliveries, mas para comprar um ou outro alimento, ou qualquer que seja o insumo, em especial os que precisamos de imediato, não é a melhor solução, já que em conversa com funcionário de um supermercado, fiquei sabendo que os deliveries estão demasiadamente demorados, e nesse início muito confusos.

Essa foi a percepção que tive, um comparativo com o que já vivencio na natureza, porém em plena concentração urbana.