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Confira a aventura no Paraíso Selvagem, o clássico de Delfinópolis.

Sanner Moraes e Luiz Lo Sardo voltam a se aventurar no Paraíso Selvagem, um clássico de Delfinópolis, em Minas Gerais. Confira.

| ON Adventure -

A dupla Sanner Moraes e Luiz Lo Sardo se equipando para entrar no cânion | Imagem: Sanner Moraes
REGISTRO DE AVENTURA
Paraíso Selvagem, o clássico de Delfinópolis

Há um bom tempo eu não entrava nesse cânion que se localiza na Serra Preta, pertencente ao Parque Nacional da Serra da Canastra. 

A primeira vez que o conheci foi há mais de uma década, durante um encontro brasileiro de canionismo, evento em que participei também da organização.

Paraíso Selvagem fica próximo ao vilarejo de Olhos Dágua, distrito de Delfinópolis-MG, e se tornou um clássico por alguns motivos: É imponente, bonito, relativamente acessível e aceita um espectro grande de nível técnico dos atletas. Além disto, ele é o marco zero do canionismo desta região.  

"Foi o primeiro cânion aberto da Serra Preta, em 2004" conta Jorge Conacci, ribeirão-pretano que foi viver na Canastra e se tornou o gestor do atrativo de mesmo nome do cânion, e que nos recebeu em uma manhã fria de céu azul.

Para essa aventura, eu contei com a companhia de Luiz Lo Sardo, parceiro de longa data e meu mentor até hoje no canionismo.

Nossa missão era fazer uma revisão e manutenção nas ancoragens (grampos nas rochas) do cânion.

Para isso, nossas mochilas estavam bem pesadas devido aos equipamentos e ferramentas necessárias para esta manutenção, e foi um grande fardo durante a subida da montanha que durou 1 hora. 

Vista do topo do cânion Paraíso Selvagem com a represa de Peixotos ao fundo | Imagem: Sanner Moraes
Já no topo, na entrada do cânion, observamos um desvio no leito do rio, ocasionado pela erosão do solo arenoso.

O "buracão" imponente com paredes de quase 100 metros de altura sempre impressiona, independente de quantas vezes vou a este cânion

Avaliamos, nos equipamos e iniciamos nossa incursão.
Uma descida de 8 metros, seguida de mais dois rapéis de 45 e 35 metros respectivamente, todos secos por conta do desvio do fluxo dágua. Estas três descidas nos levam para dentro deste "buracão" e o cenário muda, com muita vegetação. 
Vista de dentro do cânion em sua primeira parte, mais aberta | Imagem: Sanner Moraes
O próximo trecho é o mais estreito, onde a ação da corrente dágua é mais forte e pode comprometer as ancoragens. Neste trecho eu pude perceber o poder do frio da água durante o inverno. Além de não receber luz solar em nenhum momento do dia, a água que corre pela rocha fica mais gelada ainda e eu literalmente gritei a dor dessa sensação. Mesmo com roupas térmicas de neoprene (borracha), este frio me impressionou. 
Sanner e Luiz no trecho mais estreito, na segunda parte do Paraíso Selvagem | Imagem: Sanner Moraes
Seguimos duplicando as ancoragens necessárias, trocando as fitas de união (backup) e substituindo algumas chapeletas, que são de metal e oxidaram com o passar do tempo e com a ação das intempéries.

Após um rapel de 18 metros, por fim, chegamos ao último rapel, na cachoeira do Alpinista, com um visual incrível e 55 metros de altura.
Último rapel com 55m de altura, na cachoeira do Alpinista | Imagem: Sanner Moraes
Esta cachoeira é o cartão postal do atrativo.
Acessada por uma trilha com cerca de 30 minutos de duração, este é o grande objetivo dos turistas que visitam o local para contemplar, meditar, lavar a alma e levar uma foto de recordação. 
Luiz Lo Sardo (esq.) e Sanner Moraes (dir.) ao final do cânion com a cachoeira do Alpinista ao fundo | Imagem: Sanner Moraes
Para mais informações sobre o atrativo, acesse o Instagram @paraisoselvagem.ecotur / @mohara_martins ou através do WhatsApp (35) 99879-8745

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