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Mulheres no canionismo: canionista dá dicas de como começar.

O canionismo é uma atividade de predominância masculina. Mas Bárdia Tupy e outras mulheres vêm desbravando esta modalidade. Confira algumas dicas.

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Mulheres no Cânion: Evento de canionismo exclusivamente feminino, em Catas Altas - MG | Imagem: Arquivo pessoal Bárdia Tupy
O canionismo é uma modalidade predominantemente masculina, mas algumas mulheres vêm desbravando e participando cada vez mais desta prática. Você também deseja iniciar? Confira a história de uma canionista e suas dicas para iniciantes.

Bárdia Tupy, é canionista há 23 anos e além de ser servidora pública federal, analista judiciário do STJ, atua também como Master Coaching Adventure, dando treinamentos de liderança e equipes, utilizando o outdoor como área de desenvolvimento humano.

Ela conta que no início do canionismo existiam poucas mulheres praticantes na atividade. "Eu sempre fomentei a atividade feminina, pois como é um esporte de muito risco, que exige destreza e força em muitas expedições, a tendência masculina é de muita proteção. Assim era difícil a evolução, pois as atividades mais arriscadas exigiam competências que as mulheres tinham maior dificuldades seja pela técnica, força ou conhecimento", explica Bárdia que afirma que sempre procurou estar desenvolvendo com outras mulheres canionistas oportunidades de evoluírem juntas na modalidade. 
Mulheres no Cânion: Evento de canionismo exclusivamente feminino, em Catas Altas - MG | Imagem: Arquivo pessoal Bárdia Tupy
Em 2017, foi criada a 1ª Federação Brasileira de Canionismo, oportunizando a abertura de cursos e treinamentos para desenvolvimento do esporte. "Com esta expansão, aumentou muito o número de canionistas mulheres, daí tivemos em 2018 a primeira edição do Outubro Rosa, aproveitando a campanha de sensibilização da prevenção do câncer de mama feminino como uma data para reunirmos e descermos em grupo feminino os canyons", contou a servidora pública.

De acordo com Bárdia, o movimento ganhou força com a criação da Confederação Brasileira de Canionismo, que por força de lei precisava ter uma comissão ou grupo de trabalho para mulheres e inclusão. Foi então que em 2019 elas organizaram a 2ª edição do Outubro Rosa.

Atualmente ela é coordenadora da referida comissão feminina e de inclusão da CBC. Este ano, aconteceu a 4ª edição do Outubro Rosa e também o "I Mulheres no Canyon'', em Catas Altas, em Minas Gerais. 



Ela conta que hoje em dia há muitas mulheres no canionismo, mas ainda enfrentam desafios: "os principais desafios são os de ganhar autonomia na atividade, independente da influência masculina, que ocorre pelos colegas e eventuais parceiros afetivos (namorados ou maridos). Outro desafio é o espaço com respeito, ainda há preconceito às vezes velado e inconsciente com algumas mulheres, seja por alguma limitação prática, física ou de conhecimento", relata a coordenadora da comissão feminina.

Como dicas para as mulheres que estão começando, Bárdia aconselha a fazer um curso bom, consistente e profissional de prática de canionismo; juntar-se à um grupo, associação ou federação para ter companhias para ir aos cânions, ter equipamentos (EPI) de qualidade (cadeirinhas, capacete, ferragens, bota, mochila, neoprene e outros) e saber usá-los. 
 

O canionismo é uma modalidade predominantemente masculina, mas algumas mulheres vêm desbravando e participando cada vez mais desta prática - diz Bárdia Tupy, organizadora do evento feminino.

"Ouse ir para lugares desafiadores com empresas sérias e comprometidas com a segurança e qualidade da experiência no canionismo e, mais importante, pratique, pratique e pratique até ganhar confiança na sua técnica para ganhar autonomia no esporte" aconselha Tupy.
Os próximos planos dela estão na organização de mais edições de Mulheres no Canyon, nos próximos encontros brasileiros e no internacional, que ocorrerá em setembro de 2022 no Brasil. "Queremos fazer uma descida feminina num dos canyons mais técnicos e difíceis do Brasil, o Malacara, e manter o evento do Outubro Rosa para se tornar uma tradição.", revela a canionista, que acredita ser fundamental empoderar mulheres na prática autônoma do canionismo, tornando-as cada vez mais fortes e eficientes na modalidade.

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