Aguarde...
ON Run

onrun

Pesquisas mapeiam perfil e preferências dos corredores de rua

Saiba qual o perfil dos corredores de rua amadores brasileiros

| ON Run

Pesquisas mapeiam perfil e preferências dos corredores de rua. Crédito: Divulgação/pixabay
Quando iniciei na corrida de rua, na década de 90, tínhamos um perfil de corredor bem definido. Em sua grande maioria eramos magrelos, pertencentes aos primos pobres, termo vinculado ao atletismo que é conhecido dessa forma porque na época a maioria das medalhas olímpicas eram de atletas pobres e negros.
Pensando em identificar o perfil do corredor amador, em especial no Brasil, pesquisadores do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP), traçaram o perfil e as preferências dos corredores de rua, no artigo "Perfil e Preferências de Praticantes de Corrida de Rua: Um Estudo Preliminar.".   

O estudo teve como público alvo corredores que realizavam seus treinos a pelo menos 6 meses, com auxílio de assessorias esportivas devidamente vinculadas a Associação de Treinadores de São Paulo. Participaram do estudo 89 corredores, sendo 65 homens e 24 mulheres. A faixa etária com maior frequência foi a de 45 a 59 anos. O estado civil de 44% dos respondentes são casados, 42% são solteiros, 8% divorciados/separados e 6% vivem em união estável.  

Em relação a cor da pele, 77% são brancos, 11% amarelos, 8% pardos, apenas 3% dos atletas são negros e 1% indígena.
O levantamento do número de treinamentos realizados por semana, apontada na maioria das respostas, são de 3 e 4 vezes por semana e a duração da prática em torno de 70 minutos.  

Em relação a orientação para os treinos, apenas 13 dos corredores entrevistados não recebem acompanhamento, sendo que os outros 76 possuem a orientação de um educador físico. Dentro do grupo que recebe orientação de profissional de Educação Física, outras orientações foram citadas: 30,26% também são acompanhados por nutricionistas, 9,21% por fisioterapeutas e 10,52% por médicos.   


As principais razões apontadas pelos participantes da pesquisa para terem aderido à prática da corrida de rua, foram saúde, lazer, peso e autoestima.    Outra forma de coletar informações para uma pesquisa são os estudos longitudinais, que acompanham os indivíduos ou os participantes em um determinado evento por um período mais longo. O pesquisador José Salgado, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, conduziu um estudo onde acompanhou os participantes da tradicional corrida volta da Unicamp.   

Na pesquisa também foi possível conhecer melhor o perfil dos corredores de rua amadores sobre assuntos relacionados com treinamento, saúde, ocorrência de lesões e prevalência do consumo de suplementos alimentares. Foram entrevistados 2.126 corredores de ambos os sexos, devidamente inscritos na tradicional corrida de rua Volta da Unicamp, nos anos de 2010 a 2013. Os resultados nos ajudam a compreender o perfil e incidência de lesões e suplementação em corredores de rua.  

No período entre o primeiro ano e o quarto ano em que foram avaliados, os corredores relataram um aumento de 10,42% nas lesões, demonstrando importantes achados capazes de auxiliar a compreensão desses dois fenômenos, que são o crescimento do número de praticantes de corrida e de incidências de lesões. Assim, podemos orientar as condutas dos treinamentos para corredores e profissionais das áreas relacionadas.  

Gostou do nosso texto? Leia os artigos. Clique aqui 1  Clique aqui 2