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Atleta de 65 anos conta segredo de como ficou em 1º lugar na São Silvestre

Aos 65 anos, Nadir Camacho acumula 430 troféus e 250 medalhas, nos 30 anos de corrida de rua e conta como conquistou o primeiro lugar na São Silvestre em sua faixa etária

| Especial para ON Run

Atleta de 65 anos conta segredo de como ficou em 1º lugar na São Silvestre. Crédito: Arquivo pessoal/ONRun
Aos 65 anos, Nadir Aparecida Gomes Camacho é uma inspiração para quem quer iniciar na corrida de rua e para quem já pratica essa modalidade. Nascida em São José do Rio Preto, sua história no esporte começou muito cedo, aos 6 anos de idade, quando se mudou para Campinas. Seu pai, que era massagista dos jogadores de futebol do Clube Palestra de São José do Rio Preto, a ensinou a nadar, esporte que ela praticava todos os dias, partindo mais tarde para atividades como musculação e aulas de dança.  

 

Seu primeiro contato com a corrida de rua foi aos 35 anos, quando se inscreveu na Corrida Integração, por incentivo da academia em que treinava. Para sua surpresa, mesmo sem nunca ter corrido antes, teve um ótimo desempenho e foi medalhista, o que a encorajou a continuar participando de mais provas.

Foram 10 anos correndo por conta própria, quando foi convidada pela professora Vera Toledo a participar do Laboratório de Bioquímica do Exercício (LABEX), sendo a primeira atleta a participar das pesquisas. Na época, Nadir era diretora de serviços do programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da UNICAMP, onde tinha muito contato com os professores de educação física que sabiam do seu desempenho nas corridas e dos prêmios já conquistados.

Homenagem feita pela Faculdade de Educação quando a atleta e servidora se aposentou, em fevereiro de 2020 Crédito: Arquivo pessoal/ONRun
E assim, sua performance apenas melhorou e foi aprimorada, chegando a ser considerada atleta de elite. Foi campeã em todas as faixas etárias que correu na Corrida Integração, chegando a ficar no pódio também na classificação geral nas corridas Boldrini, Wet n Wild e Indaiatuba. Apesar de ser fundista, também ficou em 3º lugar na Meia Maratona de Joaquim Egídio. Seu melhor tempo foi na Corrida Integração, aos 40 anos de idade, onde correu 10 km em 37 minutos.

Entre suas conquistas, ela relembrou os prêmios que chegou a ganhar: "Em Valinhos, na prova de 10 km cheguei a ganhar 300 reais por ter sido campeã na faixa etária e em Limeira ganhei uma bicicleta. Também corri em Porto Alegre, em provas de pista de atletismo da ABRAM - Associação Brasileira de Atletismo Master, nos 5 e 10 km, conquistando medalha de ouro nas duas provas".
Parte das medalhas conquistadas durante os 30 anos de corrida. Crédito: Arquivo pessoal. Crédito: Arquivo pessoal/ONRun
Apesar de ter participado de várias edições da Corrida Internacional de São Silvestre e ter ficado muitas vezes em segundo e quarto lugar na sua faixa etária, Nadir tinha o sonho de conquistar o primeiro lugar do pódio na sua categoria. E ela realizou, aos 60 anos ficou em primeiro lugar da faixa etária em que concorreu e em 124º na classificação geral. "Meu lema é Deus na frente e eu atrás", ela diz.

Alguns dos troféus conquistados pela atleta da terceira idade. Crédito: Arquivo pessoal/ONRun
Ao todo, são 430 troféus e 250 medalhas acumuladas nesses 30 anos de corrida. Desde quando começou, anota tudo em um diário para guardar suas vitórias e saber onde precisa melhorar. E ela não pretende parar nem tão cedo. "Meu maior troféu é a saúde que Deus me dá. Enquanto Deus me permitir, estarei correndo e participando das provas, pois a corrida é um hábito bom, que afasta dos maus vícios e dá mais disposição, bom humor e energia para viver, principalmente na época em que eu trabalhava, acordava cedo e dormia tarde, mas não perdia o pique", conta ela, agora aposentada, mas bastante ativa.



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