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Tião Moreira conta como se tornou referência em fotografia de corrida de rua

Tião Moreira, um dos maiores fotógrafos brasileiros de corrida de rua, conta como foi sua trajetória profissional

| Especial para ON Run

Tião Moreira conta como se tornou referência em fotografia de corrida de rua. Crédito: arquivo pessoal
Neste grande universo que é a corrida de rua, há também quem faça dela meio para sua profissão. Não apenas os atletas profissionais conseguem fazer da modalidade sua fonte de renda, mas também outros trabalhadores que estão nos bastidores e realizando a cobertura das provas. É assim que vive atualmente Sebastião de Paula Moreira, 62 anos, fotógrafo bastante conhecido entre os corredores de rua. 


Conhecido como Tião Moreira, ele conta que sua história com a corrida de rua começou em 1977, quando ele começou a treinar, seguindo até o ano de 1984. "Em 1983 eu tive uma contusão na coluna, mas para não ficar de fora das corridas, comecei a fotografar, pois foi um jeito que arrumei para não ficar longe desse meio", explica o fotógrafo, nascido em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais. Ele foi se aprimorando, até que no ano de 1984 Tião pediu demissão da livraria que gerenciava, para viver somente da fotografia. "Eu fotografava e vendia as fotos para os atletas, prática que faço até hoje", diz ele.

O fotógrafo Tião Moreira realizou a cobertura fotográfica da Volta Internacional da Pampulha, em 2007. Crédito: Arquivo pessoal.
O fotógrafo confessa que como corredor não iria tão longe, apesar de conseguir bons tempos nas corridas que realizava, marcando como seu recorde pessoal 33 minutos e 44 segundos nos 10 km, 1 hora e 18 minutos nos 21 km e 2 horas e 52 minutos na maratona, ou seja, 42,195 km. "A fotografia me proporcionou estar em meio das competições, dos atletas de alta performance e também dos amadores. Eu sempre tive uma harmonia com as duas pontas da corrida, lidando bem com os organizadores do Brasil e também de fora", relata o ex-corredor amador.

No ano de 1993 ele foi se consolidando ainda mais profissionalmente, com o surgimento da revista Contra Relógio, na qual foi convidado por Tomaz Lourenço para fotografar, fazendo parte dela até hoje, há 27 anos desde a primeira foto. "Este trabalho para a revista acabou me ajudando ainda mais no relacionamento com os atletas e organizadores, proporcionando coberturas dos grandes eventos dentro e fora do Brasil, como a cobertura da New York City Marathon, da Meia Maratona e Maratona de Buenos Aires, por uns 10 anos seguidos", completa Tião.  

Relembrando suas experiências, ele conta que a melhor parte de realizar esse trabalho foi poder conhecer o Brasil inteiro, desde as capitais até as várias cidades menores que somente a corrida poderia levá-lo, lugares que ele jamais imaginaria visitar. "Estes longos anos de estrada só me trouxe mais alegrias que tristezas, fiz grandes amigos durante essa caminhada", ele afirma saudoso. 
Para o fotógrafo, uma das melhores partes da profissão é conhecer lugares pelo Brasil que ele jamais imaginava visitar. Crédito: Arquivo pessoal.

Durante a pandemia, com as provas suspensas por tempo indeterminado, o fotógrafo começou a postar fotos antigas, que para sua alegria, fez a felicidade dos atletas. E para enfrentar esse momento difícil longe das corridas e não deixar o baixo astral chegar, ele criou um projeto de Lives, para contar a história do atletismo brasileiro, comandando junto com Antônio Colucci, nas tardes de domingo. "Está sendo gratificante ouvir pessoas que também são meus amigos contarem suas histórias na trajetória de suas vidas, no atletismo", relata Moreira.

A grande novidade é que agora Tião Moreira também faz parte do time do ON RUN, com suas fotos que passarão a ilustrar nossos textos e matérias especiais.


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