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Conheça a história do maratonista brasileiro que mantém intercâmbio com atletas quenianos

Luiz Antônio dos Santos possui uma Associação Atlética, chamada Luasa, que dá oportunidade a jovens talentos

| Especial para o ON Run

   

Conheça a história do maratonista brasileiro que mantém intercâmbio com atletas quenianos. Crédito: Arquivo Pessoal
Vindo de uma família bastante humilde, Luiz Antônio dos Santos começou no atletismo com 21 anos, em sua cidade natal, Volta Redonda. Ele participou de sua primeira meia maratona em 1984, correndo 21. 097 m em 1h 24min e 03 segundos. Nesta época, ele trabalhava como garçom e logo depois na Siderúrgica Nacional, podendo começar a sonhar com um futuro no esporte.

O atleta começou a participar de corridas no interior do Rio de Janeiro, se destacando em provas de 5.000 e 10.000 metros, marcando excelentes tempos. Em 1993, na Maratona de Blumenau, Luiz Antônio se tornou o recordista sul-americano, completando os 42.195m em 2h12m15. 

Luiz Antônio dos Santos durante maratona no Japão Arquivo pessoal do atleta
Suas maiores conquistas foram a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Atletismo de 1993 e as vitórias na Maratona de Chicago de 1993 e 1994, além da Maratona de Fukuoka de 1995.

Em 2005, o maratonista encerrou sua carreira como atleta, mas iniciou uma nova caminhada como treinador de novos talentos do atletismo. Em 2007, já consolidado como treinador, ele resolveu criar sua própria equipe de atletismo, a Associação Atlética Luasa. O nome é derivado de suas próprias iniciais. A associação dá a oportunidade a jovens talentos através do projeto social "SOS Crianças", em Taubaté (SP). Além disso, o ex-atleta mantém um intercâmbio no Brasil com atletas quenianos, que recebem orientação e treinamento da A.A.Luasa, integrando a equipe Kenia/Luasa. 

Premiação dos jovens atletas da Luasa no Brasileiro sub 20. Crédito: Arquivo pessoal
Luiz Antônio conta que durante toda a sua trajetória, as experiências que ele mais gostou foram as de fazer grandes amizades, ter viajado pelo Brasil e diversos países, além de ter tido a chance de participar de diversos eventos escolares, regionais, nacionais, sul-americanos e mundiais. "Cada momento tinha sua particularidade especial", conta ele, que atualmente possui 57 anos.

Como mensagem, ele pede que as pessoas ajudem a valorizar e divulgar o atletismo: "peço que ajudem a divulgar o atletismo brasileiro em geral, pois somos muito discriminados e desvalorizados. No atletismo não se faz um atleta do dia para a noite, precisa de muito trabalho e muita disciplina."