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Está difícil sobreviver, conta organizador de eventos esportivos. Confira

A pandemia afetou seriamente o segmento de eventos esportivos, levando muitas empresas deste ramo a fecharem as portas

| Especial para o ON Run

 

"Está difícil sobreviver", conta organizador de eventos esportivos. Confira. Crédito: Tião Moreira

Com a pandemia da COVID-19, que afetou negativamente grandes economias mundo afora, incluindo a do Brasil, o segmento de eventos esportivos também teve prejuízo. De 2020 para cá, diversas competições e provas importantes tiveram que ser canceladas, visando a segurança tanto de quem organiza como de quem participa e compete. Um exemplo disso foram os Jogos Olímpicos que estavam marcados para ocorrer no meio do ano de 2020, mas teve que ser adiado para este ano.  

O microempresário Claudemir Cerone, de 61 anos, trabalha com eventos esportivos, sendo a grande maioria corridas de rua, onde ele realiza a orientação técnica, organização geral, venda de produtos e cronometragem. Ele conta que a pandemia dificultou bastante a vida dos organizadores de corridas e empresas de cronometragem. "Muitas empresas já fecharam. Estamos há um ano sem trabalhar, para quem tem apenas estas atividades, está difícil sobreviver. Não temos outra opção com o material que possuímos", conta o organizador de eventos.

Ainda de acordo com o empresário, faltou iniciativa do governo para auxiliar a classe esportiva. "Nossos eventos são de aglomeração de pessoas e o governo não fez nada pela nossa classe", afirma Cerone. 



Enquanto outros segmentos conseguem achar uma alternativa em meio a crise, Claudemir relata que até tentou adaptar os eventos para as chamadas corridas virtuais, onde geralmente cada participante corre de forma independente uma distância determinada pela organização, registrando a trajetória através do smartwatch ou outros aparelhos digitais. Esta seria uma forma de não aglomerar, já que cada corredor faria a prova no local de sua preferência, dentro de um determinado período de tempo.

Porém, de acordo com o organizador esportivo, o resultado não foi como o esperado. "Cheguei a realizar três corridas virtuais que não deram lucro, só trabalho", conta ele.
Embora o Governo Federal tenha decidido prorrogar o auxílio emergencial, o valor médio pago aos brasileiros que terão direito ao benefício será de R$ 250,00, chegando a R$ 375,00 para mulheres chefes de família, não sendo o suficiente para substituir a renda de quem teve seu meio de trabalho atingido pela pandemia.
Para quem trabalha com atividades deste tipo, só resta aguardar que seja atingida 70% da vacinação, para que seja liberado novamente a realização de eventos.