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Corredora conta como retomou os treinos após ter contraído COVID

A arquiteta e urbanista Paula Braga, de 38 anos, contraiu COVID em abril deste ano e relata como foi sua recuperação e retomada aos treinos

| Especial para o ON Run

Corredora conta como retomou os treinos após ter contraído COVID. Crédito: Arquivo pessoal 

Corredora conta como retomou os treinos após ter contraído COVID. Crédito: Arquivo pessoalPaula Marques Braga, de 38 anos, é doutora em arquitetura e urbanismo e coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo do UNISAL, em Americana. Além de tudo isso, ela encontrou um espaço para a corrida em sua vida.

Braga conta que começou a correr em 2014. Ao fazer alguns exames médicos de rotina, em um período em que ela estava passando por mudanças em sua vida pessoal e profissional, alguns exames apresentaram alterações.  

Por conta disso, avaliando todo o contexto de vida em que ela estava, seu médico lhe recomendou a prática de atividade física, sugerindo a corrida ao invés de medicamentos.  

"Pareceu tão simples, que eu topei. Comecei com a caminhada e aos poucos fui evoluindo para a corrida. Ao mesmo tempo em que ia tomando gosto pela corrida, meus exames também estavam melhorando.  

Com isso, a corrida passou a ser minha atividade física principal e um meio de cuidar não apenas da saúde física, mas mental também. Acho que os maiores benefícios da corrida estão aí", conta a arquiteta.   

Corrida em familia, Paula com seu pai em uma prova na França. Crédito: Arquivo pessoal

De acordo com ela, a corrida lhe proporcionou muitas coisas novas, além de melhorar sua saúde, teve também algumas experiências inesquecíveis. Em 2017 teve a oportunidade de participar de uma prova fora do país, na França, onde correu a  

"Grande Classique Paris Versailles", uma prova com um percurso encantador de 16 km. "Em 2018, participei da São Silvestre e foi muito emocionante estar ali, ao invés de assistindo pela televisão como tantas vezes fiz", relatou Paula.  

"A corrida contribui para o meu trabalho. Como urbanista, estudo a cidade, e praticar a corrida de rua me permite um contato mais próximo com todos os elementos que fazem parte do seu desenho.  

Hoje penso que não haveria outro esporte mais adequado do que a corrida, pela relação direta com a rua, os espaços públicos e como forma de construir uma relação com a cidade", afirmou ela, que é pesquisadora na área de intervenções urbanas.  

Paula contou que logo que a pandemia começou, ficou um tempo sem correr, mas aos poucos, tomando os cuidados necessários, ela retomou os treinos. Até que no início de abril deste ano ela recebeu o diagnóstico de Covid.  

"Até a véspera eu vinha treinando normalmente. No dia em que me senti mal, não imaginei que pudesse ser Covid, mas o teste foi positivo", relata Braga.  

De acordo com ela, foram 15 dias de isolamento. Os sintomas foram leves, sem febre ou falta de ar. Pareciam sintomas de uma gripe comum - dor no corpo, dor de cabeça, desânimo, falta de apetite.  

O que ela mais sentiu, e que persistiu mesmo depois de passados os 15 dias, foi uma sensação de cansaço muito grande, e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.  

"Mesmo após os 15 dias, por recomendação médica, fiquei ainda mais um mês sem retomar a atividade física até que, passado esse período, realizei exames para avaliar o quadro pós-covid", disse a arquiteta. 

Recuperação  

Durante todo o período em que estava com Covid, e mesmo agora, Paula segue com acompanhamento médico e fazendo exames, pois ainda ficaram algumas alterações que precisam ser cuidadas.  

Mas da mesma forma que em 2014, o médico, agora com mais cuidados ainda, a orientou a retomada da corrida ao invés de medicação. Considerando o período da Covid e todos os desgastes associados, a tendência é que, aos poucos, tudo se normalize e, agora a corrida passa novamente a ser uma aliada neste processo.  

Retomada dos treinos:
Para a retomada da corrida, Braga conta que não poderia fazer isso sozinha. Além do acompanhamento do cardiologista, com os exames, ela também faz acompanhamento nutricional e orientação para a corrida.  

Como a retomada requer cuidados, ainda existem algumas etapas até que ela possa voltar para a mesma frequência de treinos de antes.  

"Essa atenção e o acompanhamento de um profissional especializado, e que avalia minha evolução considerando a particularidade desde momento, é fundamental, tanto para a recuperação da saúde, de forma segura, como para o melhor rendimento na corrida", explica a doutora em arquiterura e urbanismo.
Mas para ela, só o fato de incluir a corrida novamente em sua rotina já foi um grande alívio, uma certeza de que tudo vai melhorar.