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Parâmetros biomecânicos podem ser associados ao treinamento?

Pesquisa mostra como os parâmetros biomecânicos variam entre corredores de elite e corredores recreativos

| Especial para o ON Run

Parâmetros biomecânicos podem ser associados ao treinamento? Crédito Tião Moreira
O objetivo deste trabalho foi verificar se há evidências que comprovem a hipótese de que alguns parâmetros biomecânicos podem ser associados ao treinamento e, portanto, apresentados apenas nos grupos de elite.   

Enquanto isso, outros parâmetros, por exemplo, ataque com ante pé podem ser inatos para corredores, independentemente do nível de desempenho. Para obter os dados que respondessem às perguntas dos autores, eles avaliaram 20 corredores divididos em quatro grupos: 1) corredores de elite africanos; 2) corredores de elite asiáticos; 3) corredores recreativos africanos; e 4) corredores recreativos asiáticos em uma corrida controlada (12km/h).  

Os parâmetros biomecânicos investigados foram divididos em quatro categorias: 1) parâmetros cinemáticos; 2) parâmetros cinéticos; 3) parâmetros espaço-temporais e 4) parâmetros relacionados à troca de energia mecânica.  

Os resultados mostraram que os corredores de elite apresentaram maiores valores para força de reação ao solo, deslocamento vertical do centro de massa e tempo da fase aérea. Já o tempo de contato não foi diferente entre corredores de elite e recreativos. Os corredores africanos exibiram maior rigidez vertical.   


Além disso, esses corredores tendem a atacar com ante pé e médio pé, enquanto corredores asiáticos tendem a atacar com retropé.
O estudo atual sugeriu que uma maior quantidade de deslocamento vertical do centro de massa e o pico da força de reação vertical ao solo podem ser caracterizados como parâmetros relacionados ao treinamento.  

Por meio de treinamentos os atletas de elite, aplicaram maior quantidade de força no solo e conseguiram um tempo aéreo mais longo durante a corrida. Corredores africanos, independente da experiência em treinamento para corrida de longa distância, apresentaram maior rigidez vertical, o que também pode estar associado ao comprimento de passada mais longa.  

Esse padrão de funcionamento está associado a uma quantidade menor de deslocamento vertical do centro de massa, bem como uma menor perda de energia mecânica em corredores africanos. 

Fonte: Zhang, J. H., Chan, Z. Y. S., Lau, F. O. Y., Huang, M., Wang, A. C., Wang, S., Au, I. P. H., Wang, S., Lam, B. M. F., An, W. W., & Cheung, R. T. H. (2021). How do training experience and geographical origin of a runner affect running biomechanics? Gait and Posture, 84, 209214.  

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