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Atletismo amplia vagas e permite ida de três brasileiros a maratona olímpica

A World Athletics, entidade máxima do atletismo internacional, anunciou nesta quarta-feira (2) que todos os atletas que fizeram o índice mínimo exigido para disputarem a maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio terão vaga na competição.

| Folhapress

    

Atletismo amplia vagas e permite ida de três brasileiros a maratona olímpica. Crédito: Tião Moreira

DEMÉTRIO VECCHIOLI SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A World Athletics, entidade máxima do atletismo internacional, anunciou nesta quarta-feira (2) que todos os atletas que fizeram o índice mínimo exigido para disputarem a maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio terão vaga na competição.  

Isso, na prática, permite que três brasileiros sejam convocados para correr no Japão: Daniel Nascimento, Paulo Roberto de Paula e Daniel Chaves. Pelas regras anunciadas antes, este último não teria vaga.  

Os índices foram estabelecidos antes do nascimento da nova geração de calçados tecnológicos, que permitiram uma redução significativa dos tempos nas provas de fundo, especialmente na maratona.
A regra previa garantir ida aos Jogos para quem tem índice -com limite de três atletas por país- e, depois, ceder as vagas restantes, até um máximo de 80, com base no novo ranking mundial da World Athletics. Mas o número de atletas com índice superou o de vagas.   


De acordo com a entidade internacional, 110 homens -já excluindo os que excedem as três vagas por país- e 103 mulheres fizeram índice até o prazo limite, a última segunda-feira (31). 

Dois dias depois, a World Athletics disse que todos competirão na Olimpíada, que terá sua maratona disputada em Sapporo - a alteração de local foi decidida antes da pandemia, porque entendeu-se que o calor de Tóquio em agosto seria prejudicial a quem corre na rua.  

Essa flexibilização ajudou Daniel Chaves, que fez índice em abril de 2019, quando os tênis tecnológicos ainda não estavam tão difundidos. Ele é o número 105 do ranking mundial e ficaria de fora se houvesse o limite de 80 vagas.
Paulo Roberto, que registrou o índice em fevereiro de 2020, se classificou em 71º lugar, enquanto Daniel Nascimento, o Danielzinho, é o 53º.  

O garoto de apenas 22 anos é uma das principais novidades do Brasil para Tóquio. Ele nunca havia corrido a prova de 42 km até disputar a Maratona do Bicentenário do Peru, há duas semanas, em Lima. Mesmo sem experiência nesse tipo de prova, mas sem rivais a altura, fez uma excelente marca, na melhor estreia de um sul-americano em maratonas em todos os tempos. No feminino, nenhuma brasileira fez índice na maratona.   


Na segunda-feira, também foi encerrado o período de obtenção de índices na marcha atlética de 50 km. Pelo ranking mundial, Caio Bonfim tem o direito de participar da prova, tendo ficado com a 41ª vaga. É muito improvável, porém, que ele a dispute. Afinal, ele briga por medalha nos 20 km, e, em Sapporo, essa prova vai acontecer na tarde de 5 de agosto, enquanto o trajeto de 50 km deve ocorrer já na madrugada do dia seguinte.