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Ronaldo da Costa, recordista brasileiro, relata sua história

O mineiro Ronaldo da Costa conta como foi sua trajetória na corrida de rua e relembra suas conquistas

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Ronaldo da Costa, recordista brasileiro, relata sua história. Crédito: Tião Moreira

  

Ronaldo da Costa, atleta olímpico e, até hoje, recordista brasileiro e sul-americano

30 de maio de 1987, às 16 horas, no interior de Minas Gerais, surgia um atleta. Nascido na cidade de Descoberto, Ronaldo da Costa iniciou na corrida de rua a partir de um cartaz que viu na porta da Prefeitura anunciando a competição. Na ocasião ele correu 10 km e não parou mais, era apenas o início de uma brilhante carreira.


Em 1992, o maratonista, caçula de 11 irmãos, fez sua primeira viagem para Portugal, para Ilha da Madeira, onde foi representar o Brasil no revezamento de maratonas.  

Ao vencer a edição de 1994 da Corrida de São Silvestre e conquistar a medalha de bronze no mundial de meia maratona na Noruega, no mesmo ano, se firmou como fundista. No ano seguinte, em 1995, obteve a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos, em Mar del Plata. 

Em 1998, Ronaldo venceu a Maratona de Berlim, estabelecendo um novo recorde mundial, que já durava quase 10 anos, com o tempo de 2h06m05s. 

Ele foi a primeira pessoa a correr a maratona com um ritmo inferior a 3 minutos por km e, este fato se torna ainda mais interessante por essa ter sido apenas sua segunda maratona disputada. Ele permanece sendo o recordista brasileiro e sul-americano até o momento.

Para ir aos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, ele precisou correr 28:01 em 10 km. "Foi uma satisfação muito grande ter participado, pois é o sonho de qualquer atleta de alto rendimento, ganhar várias provas e participar dos jogos olímpicos. Não é fácil, é muito difícil, porque lá estão os melhores do mundo. Infelizmente não cheguei até a final, mas, pra mim, foi uma satisfação muito grande ter participado e ter conhecido outras culturas e pessoas de outros países. Ali estava a nata do esporte mundial e não é fácil. É necessário ir muito bem preparado, tanto fisicamente como psicologicamente", conta o maratonista que atualmente não compete mais.

Agora, Ronaldo da Costa busca qualidade de vida. Gosta de andar de bicicleta, pratica corrida três vezes por semana, frequenta academia e dá palestras viajando o Brasil todo e contando sua história de vida.

Além disso, o atleta mineiro é padrinho de projetos sociais em Brasília e região, embora, no momento, os eventos estejam paralisados. "Infelizmente tá tudo parado por conta da pandemia. Mas eu já tomei a primeira dose da vacina, daqui a 3 meses tomarei a segunda dose. A esperança está no nosso braço", afirma o recordista brasileiro.