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Como surgiram as Olimpíadas? | De Hércules a Coubertin

Força, tarefas irrealizáveis e glória. Você sabia que a Grécia Antiga já teve seu Rodrigo Hilbert do Olimpo e que ele é o responsável pelo início dos Jogos Olímpicos?

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Origens dos Jogos Olímpicos

Correr 100 metros em menos de 10 segundos. Usar uma vara para saltar mais de seis metros. Arremessar um peso de 4kg a uma distância de 22 metros. 

Usain Bolt, Thiago Braz e Ilona Slupianex têm muito em comum. São atletas olímpicos que fizeram e ainda fazem história. Se aproximaram dos deuses ao chegarem mais próximos do céu quando ocuparam o lugar mais alto do podium. E foram e ainda são recordistas olímpicos. 

O recorde de Ilona, por exemplo, foi conquistado nas olimpíadas de Moscou em 1980 quando ela defendia a Alemanha Oriental. Ou seja, a gelada Guerra Fria acabou, o muro caiu, as Alemanhas (ocidental e oriental) se uniram, houve mais tretas mundo a fora, passaram nove Jogos Olímpicos e o nome de Ilona continua pleno. Nenhuma mulher arremessou um peso mais longe que ela. É força que fala? E toda a história dos Jogos Olímpicos começa com esta tal da força. 

 

Mas como tudo isso começou?

Na Grécia antiga onde deuses ocupavam a memória coletiva da sociedade, o começo de tudo precisava estar relacionado a eles e a mitologia grega. Segundo os pensadores Píndaro e Aristóteles, a lenda mitológica, o semideus Hércules, filho de Zeus e da mortal Acmena, criou os Jogos em Olímpia, em 1235 antes da era Cristã

Filho de Zeus com uma mortal, o grande Hércules foi desafiado pela deusa Hera a cumprir 12 trabalhos considerados irrealizáveis, impossíveis! Hércules, não arregou! Tanto que o quinto item dessa lista de trabalhos consistia em fazer uma faxina em estábulos com milhares de hóspedes equinos e que não eram higienizados há mais de três décadas. Tá bom pra você? 

Hércules, o Rodrigo Hilbert do Olimpo, não só deu um tapa nos estábulos como concluiu com sucesso todos as outras 11 tretas e missões dadas pela comandante, ops, pela deusa Hera. Missão dada, missão cumprida, nasce a olimpíada! Se Tóquio é a última sede, o santuário de Zeus em Olímpia foi a primeira. 

Se Tóquio conta com 46 modalidades olímpicas em 2021, os jogos que precederam a Era Moderna eram mais modestos e contavam apenas com corrida, salto (que hoje conhecemos como salto em distância) e os lançamentos de dardo, disco, o pentatlo, luta e a corrida de bigas e de cavalos. 

 

Troca de bastão

A transposição dos jogos da Grécia Antiga para os Jogos da Era Moderna tem um protagonista: o francês de origem aristocrata, Barão de Coubertin. É a ele dado o título de criador das Olimpíadas como se conhece hoje, disputada pela primeira vez no final do século 19, em 1896

O Barão colocou no papel os ideais do espírito olímpico associando o esporte à cultura, a educação e a união dos povos. As inspirações do Barão vieram do inglês Thomas Arnold, precursor do esporte moderno e de escavações feitas em Olímpia, comunidade do mano Hércules em que tudo começou. 

O Barão de Coubertin não imaginava que 125 anos depois dos primeiros Jogos Olímpicos, a união dos povos precisasse ser de forma limitada. A pandemia obrigou o distanciamento entre os deuses do olimpo e o público. Tóquio estará mais vazia, é verdade, mas não menos forte. Para preservar a força coletiva a história será acompanhada pelas telas: sejam elas grandes ou pequenas.

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