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Os tipos de provas de fundo e a resistência no atletismo olímpico

As provas de fundo encerram a competição de atletismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio e exigem dos atletas um mix de técnica e resistência. O ONRUN explica sobre a base da corrida de rua

| ON Run -

Marilson foi a três jogos olimpicos na maratona. Foto: Tião Moreira
Uns chamam de fundistas, outros de corredores de rua e os mais afinados no inglês de endurânce. Ambos as nomenclaturas estão corretas quando o assunto são as provas de fundo, aquelas acima de 5.000 metros e que podem chegar até a 42,195 metros, no caso das competições olímpicas.

É que ainda existem as modalidades não olímpicas como, por exemplo as corridas de montanha, ultramaratona, entre outras distâncias e categorias. Haja resistência!

No caso das provas de fundo, o metabolismo utilizado predominantemente é o aeróbio, mas existem unidades de treinos em que a parte anaeróbia tem sido cada vez mais priorizada.

Isso se justifica pelo alto nível técnico desse grupo de prova, em especial a maratona. Investir apenas na capacidade aeróbica, certamente, poderá afastar o atleta do pódio nos principais eventos da modalidade. 

Atletas mirins na corrida de rua. Crédito: Divulgação/canva
Iniciação nas provas de fundo

O começo nas provas de fundo não difere da iniciação em outras provas do atletismo. Atividades lúdicas e divertidas que fazem parte da rotina dos pequenos contribuem e muito para que os futuros esportistas possam ter mais paixão do que ranço do atletismo.

Essas atividades podem ser desenvolvidas de diferentes formas: separar as crianças em grupo, praticar um percurso por tempo determinado, provocar o ritmo a ser realizado em determinados percursos e distâncias. Com o passar do tempo são desenvolvidas as capacidades físicas especificas para os corredores de fundo.

Antes dos 10 anos o ideal é o mini atletismo, depois vem o sub 12 anos (600 metros); o sub 15 (1000m); o sub18 (5000 metros); o sub20 (5.000/10.000 masculinos e no feminino apenas os 5000 metros); o sub 23 (5000/10.000/maratona) e assim por diante.

A prova na prática

O competidor larga em pé, as suas marcas e após o sinal sonoro de partida. Todos os atletas ficam em pé atrás de uma linha branca e, após a largada, devem se manter o máximo de tempo possível na raia número 1. É que, só assim, o atleta correrá a distância oficial da prova.

Se liga: se o meio fundista correr na raia 2, por exemplo, fara 7 metros a mais a cada volta, ou seja, gastará mais energia e percorrerá uma distância maior em relação a quem correu o tempo todo na raia 1.

As chegadas são fixas e as largadas dependem da prova

A largada nas provas de 5.000 acontece na marca dos 200 metros. Então, quando o atleta passar pela linha de chegada pela primeira vez, vão faltar 12 voltas para que ele complete a prova.

Nas provas de 10.000 mil metros tanto a largada quanto a chegada são no mesmo lugar. Ao todo são 25 voltas na pista.

Já a largada na maratona é realizada na rua e a chegada pode ser no mesmo local de partida ou em outro espaço diferente. Vai depender da organização da prova. É bem comum os atletas saírem de uma cidade e chegar em outra.

A queima da largada é bem rara, mas pode acontecer. Se rolar, segue o mesmo padrão das provas de velocidade para a sua desclassificação. Queimou, perdeu!

Classificação das provas de fundo

As provas de fundo são classificadas em três modalidades diferentes de resistência:

Resistência de curta duração 5000 metros
Resistência de média duração 10.000 metros
Resistência de Longa duração Maratona 

Adriana Silva foi a duas olimpíadas. Crédito: @gettyimagem @budamendes
Principais atletas brasileiros
Nas provas de fundo os melhores resultados brasileiros foram com: Marilson Gomes dos Santos, Emerson Iser Bem, Clodoaldo Gomes, Valdenor Pereira dos Santos, Marcia Narloch, Viviane Anderson, Solange Cordeiro, Vanderlei Cordeiro de Lima, Eleonora Mendoça, Luiz Antônio dos Santos, Eduardo Nascimento, José Telles, José João da Silva, João da Mata Atayde, João Alves de Souza, Roseli Aparecida Machado, Marily dos Santos, Simone Alves da Silva Carmen Souza Oliveira, Adriana Aparecida da Silva, Ronaldo da Costa, Osmiro Souza, Adalberto Batista, Sergio Gonçalves, Leonardo Guedes, Paulo de Paula, Frank Caldeira, Tatiele Carvalho, Ederson Vilela, Elenilson Silva . 

Recordistas nos 5.000 metros

Os atletas brasileiros com os melhores tempos nos 5.000 são Marilson Gomes dos Santos com o tempo de (13:19.43) e Simone Alves da Silva (15:18.85).

Os mais resistentes do mundo na modalidade são o ugandense Joshua Cheptegei que é dono da marca de (12:35.36) e a etíope Letesenbet Gidey que possui o tempo de (14:06.62).

Hegemonia africana também no recorde olímpico. No masculino o etíope Kenenisa Bekele tem o tempo de (12:57.82) e no feminino a queniana Vivian Jepkemoi Cheruiyot é a dona da marca de (14:26.17).

Recordistas nos 10.000 metros

Assim como nos 5.000, Marilson Gomes dos Santos também é o recordista brasileiro nos 10.000 com o tempo de (27:28.12). O melhor tempo entre as mulheres pertence a Carmen Souza Oliveira (31:47.76).

O ugandense Joshua Cheptegei também tem o melhor tempo do mundo (26:11.00) na modalidade dos 10.000. Assim como a etíope Letesenbet Gidey que com o tempo de de (29:01.03) acumula os recordes mundiais das duas provas.

Quando o assunto é recorde olímpico, mais repeteco: o etíope Kenenisa Bekele (27:01.17) tem o melhor tempo das Olimpíadas nos 10.000 e 5.000. No feminino o recorde olímpico também é da Etiópia com a fundista Almaz Ayana com o tempo de (29:17.45). 

Ronaldo da Costa recordista brasileiro da maratona Foto: viewimages
Recordistas na maratona

Os recordistas brasileiros na maratona são: o atleta Ronaldo da Costa com o tempo de (2h06:05) e a fundista Adriana Aparecida da Silva (2h29:17).

Os fundistas africanos correm de pernada quando a pauta é recorde mundial e olímpico. Entre os homens, o queniano Eliud Kipchoge tem o melhor tempo do mundo (2h01:39) e a compatriota Brigid Kosgei com o tempo de (2h14.04) tem a melhor marca entre as mulheres.

O recorde olímpico pertence ao queniano Samuel Kamau Wanjiru (2h06:32) e entre as mulheres o melhor tempo é da etíope Tiki Gelana (2h23:07).


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