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A atleta assassinada, Agnes Tirop, foi enterrada neste sábado (23)

Neste sábado (23) a atleta Agnes Tirop, assassinada a facadas, foi enterrada em sua terra natal. Amigos e familiares prestaram suas últimas homenagens.

| ON Run -

Atletas quenianos carregam o caixão da corredora de longa distância Agnes Tirop antes de seu funeral na vila de Kapnyamisa, condado de Nandi, Quênia, 23 de outubro de 2021. (Crédito: REUTERS / Monicah Mwangi)
 

Uma última homenagem foi realizada à corredora olímpica de longa distância, Agnes Tirop, que foi enterrada neste sábado (23) em um funeral com a presença de mais de 1.000 pessoas em luto. Ela era uma estrela em ascensão no cenário de atletismo altamente competitivo do Quênia.

Tirop foi encontrada morta a facadas em sua casa na cidade de Iten, em Rift Valley, no dia 13 de outubro, em um incidente que destacou a violência contra as mulheres no Quênia.

Em homenagem, diversos atletas, admiradores e familiares se reuniram para seu funeral no dia em que a atleta completaria 26 anos.Houve fila para espalhar flores em um caixão branco, que continha em cima uma foto de Tirop, sorrindo e segurando uma medalha de bronze. Tudo muito emocionante.

"Para nós, quenianos, perdemos uma heróina", disse Hellen Obiri, campeã mundial feminina de 5.000 metros e mentora de Tirop. "Eu disse a ela que em 2022 ela iria defender meus títulos e representar nosso país", disse Obiri, com os olhos brilhando de lágrimas.

A polícia prendeu o marido de Tirop, Ibrahim Rotich, na cidade costeira de Mombaça na semana passada, e ele foi denunciado por suspeita de seu assassinato. Nem Rotich, nem seus representantes fizeram comentários públicos sobre o caso.

No mês passado, Tirop quebrou o recorde mundial de 10 km apenas para mulheres na Alemanha. Ela ganhou medalhas de bronze nos Campeonatos Mundiais de 2017 e 2019 nos 10.000m.

Tirop cresceu em uma família de agricultores humildes nas terras altas do Quênia, no condado de Nandi. Seu talento para correr ficou evidente na quarta série, quando ela ganhou uma corrida de cross-country e logo em seguida, ganhou corridas internacionais nas categorias junior. Sua carreira estava em ascensão desde então.

Depois de seu assassinato, a polícia encontrou em sua casa um troféu de atletismo que ela ainda não havia desembrulhado.

"Uma atleta disciplinada, educada não sei. Não sei o que dizer ", disse o técnico Julius Kirwa.

De fato, uma tragédia para o atletismo mundial, que esperava ver Agnes Tirop brilhando e representando seu país nas competições mundo afora.

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