A Secretaria de Saúde de Limeira inicia na próxima semana, nas escolas da Rede Municipal, a busca ativa de crianças de 10 a 14 anos que ainda não receberam a vacina contra a dengue. Até o momento, apenas 9,6% das crianças dessa faixa etária tomaram a primeira dose, e apenas 2,9%, a segunda, conforme dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica.
Para aumentar a cobertura, a vacinação será levada diretamente às unidades escolares. O secretário interino de Saúde, Alexandre Ferrari, esclarece que só receberá o imunizante a criança que entregar a autorização devidamente assinada pelos pais ou responsáveis. O documento já foi distribuído pela Secretaria de Educação aos alunos e deve ser devolvido até amanhã (20).
Os pais que não autorizarem a vacinação da criança, conforme Ferrari, deverão justificar o motivo. “Nosso objetivo é proteger as crianças contra a dengue, considerando-se o cenário epidemiológico de Limeira e de todo o Estado de São Paulo”, declarou o secretário. Atualmente, há 167 casos confirmados da doença no município e outros 1.468 estão sendo investigados.
A vacina utilizada nesse processo será a Qdenga, em duas doses, com intervalo de 3 meses entre elas. Ferrari destacou que, após as escolas municipais, a estratégia será levada às unidades estaduais e particulares.
Nota técnica
Quanto à ampliação da vacina para outras faixas etárias (de 4 a 59 anos), conforme nota técnica expedida pelo Ministério da Saúde, Ferrari observa que o município não dispõe de doses suficientes.
“Já solicitamos estoque extra de vacinas e, tão logo elas sejam disponibilizadas, iremos ampliar gradativamente o público-alvo”
afirmou.
Estado de alerta para dengue
Limeira entrou em cenário de alerta para dengue, segundo avaliação de densidade larvária realizada em janeiro pela Divisão de Controle de Zoonoses do município e divulgada nesta quarta-feira (19). A cidade tem, atualmente, 167 casos confirmados de dengue. Segundo a administração municipal, o levantamento investigou a presença de criadouros do Aedes aegypti em 4.849 imóveis e obteve Índice de Infestação Predial de 1. A escala do Ministério da Saúde vai de 0 a 3,9.
Conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, índices abaixo de 1 indicam cenário “satisfatório”. Entre 1 a 3,9, a situação é classificada como “alerta”, enquanto números superiores a 3,9 configuram quadro de “risco” para os casos de dengue.
“A prefeitura mantém um trabalho intenso de prevenção ao mosquito, agentes estão nas ruas para vistoriar as residências e áreas de risco. Além disso, realizamos mutirões todos os sábados”, afirmou a diretora de Vigilância em Saúde, Renata Martins. “Porém, a população precisa fazer a sua parte e vistoriar seus imóveis toda semana, por pelo menos 10 minutos”, completou.
Nos imóveis pesquisados, foram localizados 1.016 recipientes propensos à formação de criadouros. Desse total, 801 apresentavam água, sendo que 67 abrigavam larvas do mosquito.
Bairros com maior incidência de criadouros de dengue
Segundo o levantamento, as regiões com maior incidência de criadouros, com índice de 1,5, englobam os bairros:
- América
- Anavec I, II
- Asbhar, Bandeirantes
- Boa Vista
- Granja Machado
- Hortência
- Queiroz
- Santa Catarina
- São José
- Campos Eliseos
- Canaã
- Egisto Ragazzo
- Elisa Fumagalli
- Giotto
- Nereide
- Nova
- Piza
- Planalto
- Teixeira Marques
- Itapema (Res.)
- Santa Helena (Chac.)
- Nova Limeira
- Jardim Aquários
- Jardim Morro Azul
- Jardim Nova Itália
- Vila Paraíso
- Jardim Piratininga
- Jardim Senador Vergueiro
- Geada
- Cidade Universitária
- Portal São Clemente
- Ville de France
- Ilha de Bali
- Casalbuono
- Terras de São Bento
Em segundo lugar, com índice de 1, está o setor que abrange os bairros: Gonzaga, José Geraldo Cristovam, Maria Flora, Maria Helena, Mediterrâneo, Real Parque, Rocha (Vl), San Marino, Santa Cecília, Santa Lina (Jd e Vl), Santa Rosália, Santana, São Geraldo, São João (Vl), São Manoel, Centro, Cidade Jardim, Vila Cláudia (I e II), Cristovam, Esteves (Vl e Jd), Fascina, Mercedes, Montezuma, Palmira, São Roque (Vl), Sonia, Tank, Primavera (Vl).
Estado de emergência em saúde pública
O Governo de São Paulo decretou nesta quarta-feira (19) situação de emergência em saúde pública no estado em razão da epidemia por dengue. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, durante reunião do Centro de Operações de Emergências para as arboviroses, na capital paulista.
A vacinação nas escolas de Limeira surge como uma ação emergencial e estratégica para conter o avanço da doença, especialmente entre as crianças, que agora passam a ser o foco principal da imunização.
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