Dados do Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta sexta-feira (8), indicam que Piracicaba possui 10.853 pessoas vivendo em favelas, o que corresponde a 2,56% da população (423.323 habitantes). O percentual é abaixo do registrado no Brasil, que é de 8,1%.
Segundo o instituto, áreas de favela são regiões em que há:
- Domicílios com graus diferenciados de insegurança jurídica da posse
- Ausência ou oferta incompleta e/ou precária de serviços públicos, como iluminação, água, esgoto, drenagem e coleta de lixo por parte de quem deveria fornecer esses serviços
- Predomínio de edificações, arruamento e infraestrutura geralmente feitos pela própria comunidade, seguindo parâmetros diferentes dos definidos pelos órgãos públicos
- Localização em áreas com restrição à ocupação, como áreas de rodovias e ferrovias, linhas de transmissão de energia e áreas protegidas, entre outras; ou de risco.
De acordo com essa classificação, Piracicaba tem atualmente 16 áreas consideradas como favelas, totalizando 4.590 domicílios. No Censo de 2010, o IBGE utilizava uma abordagem diferente, o que impede uma comparação direta para verificar se houve aumento ou redução no número de comunidades. Em 2010, Piracicaba contava com 25 “aglomerados subnormais”.
Em todo o Brasil, o IBGE mapeou 12.348 favelas e comunidades urbanas em 656 dos 5.570 municípios brasileiros, o que corresponde a 16,3 milhões de residentes.
A maior delas é a Rocinha (RJ), com 72.021 residentes, seguida pela favela Sol Nascente, em Brasília (DF), com 70,9 mil. Paraisópolis, em São Paulo (SP), é a terceira maior, com 58,5 mil moradores.
Nenhuma comunidade de Piracicaba aparece no ranking das 20 mais adensadas.
Perfil
O levantamento do IBGE também mapeou o perfil dos moradores das comunidades na metrópole. Os homens são maioria. Eles são 5.537 dos residentes, enquanto o número de mulheres é de 5.326.
Considerando os dados por cor ou raça, a população parda representa mais da metade do contingente (55%), enquanto pretos são 16%. Os brancos somam 28%.
A idade mediana dos moradores de favelas em Piracicaba é de 26 anos.
*Com informações de Wesley Justino/EPTV Campinas
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