O Complexo Aquático Dr. Samuel de Castro Neves, em Piracicaba, completa em janeiro de 2026 um ano desde a nova interdição provocada por problemas estruturais. Apesar de o espaço estar oficialmente em processo de reforma, as obras permanecem paralisadas, enquanto a Prefeitura aguarda a conclusão de laudos técnicos e conduz um processo administrativo contra a empresa responsável pela última intervenção no local.

Obras paradas e processo administrativo
Segundo a Administração municipal, a paralisação está relacionada à necessidade de avaliações técnicas que apontem as causas dos problemas estruturais identificados após a reabertura parcial do complexo. Paralelamente, o município apura responsabilidades contratuais da empresa que executou as obras anteriores.
Espaço atendia até 1 mil usuários por dia
Antes da interdição, o Complexo Aquático de Piracicaba atendia entre 600 e 1 mil pessoas, oferecendo aulas de natação, hidroginástica e outras atividades aquáticas. O fechamento impactou diretamente usuários de diferentes faixas etárias, além de atletas e projetos esportivos ligados ao município.
Interdição e paralisação das obras
A interdição mais recente ocorreu em janeiro de 2025, quando a Prefeitura de Piracicaba identificou falhas estruturais que, segundo a Administração, colocavam em risco a segurança dos frequentadores. Em julho de 2025, o município informou que dependia da finalização de um laudo técnico para definir as intervenções necessárias, documento que ainda condiciona o início efetivo das obras.
Até o momento, nenhum serviço de recuperação estrutural foi iniciado.
Situação atual do complexo
Em visita realizada pela EPTV, na manhã desta terça-feira (6), foi constatado que o cenário permanece praticamente inalterado em relação ao ano anterior. As piscinas apresentam água parada, formação de lodo e sinais de abandono, além da falta de manutenção e limpeza.
Vazamentos, infiltrações e danos estruturais continuam visíveis em diferentes áreas do complexo, incluindo piscinas, arquibancadas, casa de máquinas e dependências internas do prédio.
Problemas estruturais recorrentes
Entre os principais danos registrados ao longo dos anos estão:
- Piscinas desativadas com partes destruídas e acúmulo de água e sujeira;
- Rachaduras e desníveis na borda das piscinas, especialmente na área dos trampolins;
- Vazamentos no telhado, causando infiltrações sob as arquibancadas;
- Paredes com manchas de umidade e bolor;
- Portas de madeira deterioradas pela ação constante da água;
- Casa de máquinas com água acumulada no chão e equipamentos desativados.
- Segundo a prefeitura, reformas anteriores apenas “maquiaram” os problemas estruturais do espaço.
Reformas e gastos públicos
De acordo com a administração municipal, entre 2010 e 2020 foram abertas sete licitações para obras no complexo, com gasto aproximado de R$ 2,25 milhões, sem solução definitiva dos problemas.
A última e mais significativa reforma teve início em 2020, com valor licitado de R$ 1,29 milhão. A obra foi concluída em 2021, mas entregue com falhas. A prefeitura afirma que a empresa responsável foi notificada diversas vezes para correções.
Mesmo com os problemas, o complexo foi reaberto ao público em 2022. No entanto, as falhas estruturais persistiram, levando à nova interdição em 2025.
Processo administrativo e responsabilização
Após o fechamento em janeiro de 2025, a Prefeitura notificou a empresa responsável pela última reforma, que se comprometeu a apresentar uma solução definitiva. Segundo o município, apenas medidas paliativas foram adotadas.
Diante disso, a Procuradoria Geral do Município instaurou um processo administrativo para apurar eventuais irregularidades na execução das obras. O procedimento segue em andamento e, conforme a prefeitura, a empresa será responsabilizada nos termos da legislação vigente.
Impacto nos usuários e alternativas provisórias
Antes da interdição, cerca de 600 pessoas participavam regularmente de atividades no complexo. Atualmente, a prefeitura mantém, até maio de 2026, uma parceria com a SCPRAES (Seção Técnica de Práticas Esportivas) da Esalq-USP, que atende aproximadamente 80 alunos.
As vagas são destinadas exclusivamente a adultos e adolescentes a partir de 15 anos, devido à profundidade da piscina disponível. A Secretaria de Esportes informa que segue buscando parcerias com clubes e associações da cidade, especialmente para o segundo semestre, período de maior demanda por conta das altas temperaturas.
Histórico de interdições e atrasos
Inaugurado em 1976, o Complexo Aquático de Piracicaba passou a enfrentar problemas estruturais graves a partir de 2018, quando um vazamento levou à interdição da principal piscina. Desde então, o local acumulou atrasos, reformas inconclusas e sucessivas notificações à empresa responsável pelas obras.
Após mais de quatro anos fechado, o complexo foi reaberto no segundo semestre de 2022, mas voltou a ser interditado em janeiro de 2025. Em janeiro de 2026, o espaço permanece fechado há um ano, sem previsão oficial de reabertura.
Expectativa
Segundo a prefeitura, novas vagas e a retomada das atividades só serão possíveis após a conclusão das obras e a garantia de segurança estrutural. “Assim que concluídas, serão abertas novas vagas”, informou o município em nota.
Enquanto isso, usuários e moradores seguem à espera de uma solução definitiva para um dos principais equipamentos públicos de esporte e lazer da cidade.
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