Na contramão da tendência nacional de redução de emissões de gás carbônico (CO2), houve um aumento de 2,2% na emissão desse poluente entre 2022 e 2023 na região de Piracicaba, segundo os dados do Observatório do Clima, que utiliza estimativas do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa).
Em 2022, foram emitidas 3,56 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e) na atmosfera. Já em 2023, o número subiu para 3,64 milhões. O CO2 é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, que intensifica eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e ondas de calor. Enquanto isso, o Brasil apresentou uma queda de 12% na emissão desse gás no mesmo período.
O principal setor com emissão desses gases na região de Piracicaba é o de energia, impulsionado pelos transportes rodoviários, que representam 45,44 % dos lançamentos.
Redução em Piracicaba
Apesar do aumento da região, Piracicaba teve uma queda nas toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e) emitidos na atmosfera.
O volume foi de 1,071 milhão de toneladas para 1,062 milhão em 2023. A queda foi impulsionada pela redução do desmatamento na cidade, que caiu 48,4% em um ano.
Efeito estufa
O efeito estufa é um fenômeno natural causado por gases que retêm parte do calor irradiado pela Terra, mantendo o planeta aquecido e permitindo a existência de vida. Esses gases, conhecidos como gases de efeito estufa, incluem principalmente o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e vapor d’água, entre outros. Sem o efeito estufa, a Terra seria extremamente fria, dificultando a sobrevivência de muitas espécies.
Em condições naturais, uma parte da radiação solar que chega ao planeta é refletida de volta ao espaço, enquanto outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre.
O problema é que muitas atividades humanas têm aumentado a concentração desses gases na atmosfera e, como consequência, elevado a temperatura média da Terra, causando mudanças climáticas.
“O efeito estufa, nada mais é, que a concentração de alguns gases na atmosfera, como CO2 e o metano, que em altas concentrações fazem, como se fosse uma estufa, eles impedem que a radiação solar seja dissipada para a atmosfera”,
explica o agrometeorologista, Marco Antônio dos Santos.
O CO2 é o gás que tem maior contribuição para o aquecimento global, pois representa a maior parte das emissões de gases de efeito estufa, com tempo de permanência de, no mínimo, 100 anos, resultando em impactos no clima ao longo de séculos.
Com isso, eventos climáticos extremos, como secas, onda de calor e tempestades fortes, estão cada vez mais frequentes.
“Muitas pessoas associam que se você tem um efeito estufa, um aquecimento, o frio nunca mais vão aparecer. Pelo contrário, esse efeito estufa ou essa mudança no padrão climático, ele potencializa os extremos. O frio é menos frequente que as ondas de calor, mas quando eles vêm, eles também podem vir potencializados. Quando vem a chuva, muitas delas podem vir na forma de temporais e lógico, quando se trata de temporais, isso causa transtornos para a população, seja na forma de alagamentos, na queda de árvores, queda de barracões por causa dos ventos mais fortes”,
afirma.
O que fazer?
De acordo com David Tsai, coordenador do SEEG, existem diversas ações individuais que podem contribuir com o clima, diminuindo a emissão desses gases poluentes.
“Optar por fontes energéticas no transporte, que sejam menos intensivas em carbono, a questão também da geração de resíduos, se atentar para gerar menos resíduos, a compostagem é um caminho e até também hábitos alimentares, buscando chegar a proveniência dos alimentos consumidos, incentivando o consumo de produtos locais, com baixa pegada de carbono”,
explica.
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