Após o rio Piracicaba amanhecer com milhares de peixes mortos no último domingo (7), a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) identificou a causa da mortandade dos animais. Segundo a companhia, houve o derramamento de uma substância ilegal no rio por uma indústria na região. O derramamento foi cessado, mas o órgão garantiu que haverá punição e que um relatório será divulgado nesta quarta-feira (10).
Até lá, “a população deve evitar contato direto com a água do rio e os peixes mortos não devem ser manipulados, nem consumidos”, orientou.
O caso foi apurado em parceria com o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), com o Pelotão Ambiental da Prefeitura de Piracicaba e com a equipe de operação da Barragem de Salto Grande.
Relembre o caso
O rio Piracicaba amanheceu neste domingo (7) com milhares de peixes mortos em sua margem. A grande quantidade de animais mortos chamou a atenção de pescadores e pessoas que passavam pelo local.
Testemunhas relataram que no local havia uma espécie de espuma branca, muito dos peixes estavam nesses pontos. Segundo os pescadores, o ponto mais crítico foi avistado no bairro Nova Piracicaba.
Hoje (9), dois dias após a descarga irregular de espuma que causou mortandade de peixes no rio, ainda há animais boiando ao longo do corpo d’água. Veja:

Segundo o Cetesb, já foi cessada a origem do derramamento e amostras coletadas do Rio Piracicaba estão em análise.
Mais água de reservatório
Após o ocorrido, o CBH-PCJ (Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) sugeriu a liberação de mais água a partir do reservatório de Americana como uma providência paliativa, mas não totalmente efetiva, de amenizar a mortandade causadas por problemas na qualidade da água devido a despejos irregulares.
O CBH-PCJ aposta na implantação de infraestrutura para coleta e tratamento de esgoto, de tratamento de efluentes e providências para proteger as nascentes. Em nota, sugere que:
“Do ponto de vista da “gestão de recursos hídricos”, uma providência imediata e paliativa, seria a liberação de mais água a partir do reservatório de Americana, na tentativa de diluir essa carga que está causando mortandade. Essa providência, de todo, não seria de total eficiência pois, a distância entre o reservatório de Americana e o ponto onde os peixes estão sendo encontrados é de 58km cujo tempo de trânsito desta água seria de mais de 20 horas, sendo uma reação pouco eficiente em face do já acorrido”, comunicou em trecho do documento.
Em relação ao monitoramento da qualidade das águas, o Comitê PCJ afirma que está focado na implantação de estações tecnológicas de monitoramento automatizado, tendo, segundo o documento, já deliberado aprovação de investimentos.
“[…] Em parceria com a Cetesb, pretendemos viabilizar a implantação de mais 4 sondas especificamente no trecho onde esse tipo de mortandade tem acontecido. Com a total implantação destes mecanismos, estima-se identificar com mais precisão o momento, a origem e o tipo de carga poluidora presente no rio, sendo um importante instrumento para apoiar e melhorar a gestão de recursos hídricos e auxiliar os órgãos competentes a tomarem as devidas medidas punitivas”, acrescenta.
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