Uma mulher de 24 anos foi presa na noite de ontem (9) por injúria racial após ofender uma criança de 6 anos durante uma discussão entre vizinhos no bairro Olga Veroni, em Limeira. Segundo a Polícia Militar, o pai da criança informou que a mulher teria chamado sua filha de “macaca” durante o desentendimento.
Crime de injúria racial
A versão da família indica que as duas crianças estavam brincando em frente à casa onde moravam. Eles e a suspeita compartilhavam o mesmo terreno, sendo a família residente na casa da frente e a mulher na casa dos fundos. Durante a brincadeira, a suspeita, alcoolizada, teria chamado a menina de 6 anos de “macaca”, segundo o boletim de ocorrência. O pai da criança e uma testemunha ouviram a ofensa, enquanto a menina, confusa, não entendeu o motivo do insulto.
A mãe da criança, Maria de Lourdes Vanderlei, relatou que a vizinha nunca permitiu que seu filho brincasse com a filha dela.
“Minha filha queria brincar com o filho dela, mas ela nunca falou comigo. Eu dizia bom dia, e ela não respondia. Nunca imaginei que fosse por preconceito. Minha filha sempre perguntava por que não podia brincar com o vizinho, e, agora, soube que ela dizia que era para o filho dela não brincar com essa ‘macaca’”
desabafou Maria de Lourdes.
Já de acordo com a versão da suspeita, a discussão teria começado entre a mulher e os pais da vítima. De acordo com o relato da suspeita à polícia, ela foi chamada de “prostituta” durante o conflito e pediu que seu filho se afastasse da filha do casal porque não queria que ele escutasse a briga. Ela negou ter ofendido a criança e afirmou que o caso foi uma “má compreensão de alguma frase” dita por ela.
Durante o registro do caso no Plantão Policial, o pai da criança informou que havia uma testemunha no local, que foi localizada e levada à delegacia para prestar depoimento. A testemunha, que não tem relação próxima com a família, afirmou ter presenciado a ofensa e confirmou a versão apresentada pelos pais da vítima.
O irmão da suspeita também foi ouvido, mas seu depoimento foi considerado menos consistente pelas autoridades, já que ele não detalhou as ofensas presenciadas e mostrou-se contraditório em alguns pontos.
O delegado de plantão Manfrinni Alcântara Soares considerou os depoimentos consistentes e decretou a prisão em flagrante da mulher, que permanece presa à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
“O procedimento está em andamento aqui, e novas diligências serão realizadas para esclarecer os fatos”
afirmou.
O caso foi registrado como injúria racial no contexto da Lei de Racismo (Lei 7.716/89).
*Com informações da EPTV Campinas
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