O corpo de Michelle Aparecida da Cruz Santos, de 31 anos, foi enterrado na manhã desta terça-feira (10), em Nova Odessa. Ela foi morta a tiros na noite de domingo (8), pouco depois de sair de uma adega acompanhada de três amigos. A polícia investiga se crime foi feminicídio (veja mais abaixo).
Segundo o boletim de ocorrência, Michelle foi baleada nas proximidades do local. Os amigos tentaram socorrê-la, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Michelle havia se mudado há apenas uma semana de Indaiatuba para Nova Odessa, segundo familiares.
Investigação apura se crime foi feminicídio
O caso foi registrado inicialmente como homicídio, mas a Polícia Civil investiga a possibilidade de feminicídio, uma vez que a vítima trocou mensagens com o ex-namorado no dia do assassinato.
De acordo com o depoimento registrado no boletim de ocorrência, o ex-companheiro de Michelle relatou que manteve relacionamento com ela até maio deste ano. No dia do crime, ele teria enviado mensagens questionando o fim do namoro, afirmando que ela “iria se arrepender”, pois ele também encontraria outra pessoa.
O homem declarou ainda que, na noite de domingo, saiu para comprar esfirras e alegou não saber do crime no momento em que aconteceu. A polícia já o identificou e, segundo informou, um advogado deve apresentá-lo nos próximos dias.
Família clama por justiça
Em entrevista à EPTV, a tia da vítima, Eliana Oliveira, desabafou: “Ficou um buraco na sala, tiraram de nós a pessoa mais preciosa”.
A mãe, Beatriz Aparecida, reforçou o pedido por respostas: “Nós queremos justiça, queremos saber quem fez isso com a minha filha”.
Michelle era proprietária de uma loja de roupas e, segundo os familiares, era conhecida pela humildade, dedicação ao trabalho e força de vontade.
O que diz a SSP
A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso é investigado por meio de inquérito policial na Delegacia de Nova Odessa. De acordo com a nota enviada à EPTV, o autor dos fatos já foi identificado.
“A autoridade policial identificou o autor dos fatos, o qual comunicou, por meio do seu advogado, que irá se apresentar à unidade policial. Diligências são realizadas visando o esclarecimento de todos os fatos. Nenhuma hipótese é descartada nas investigações”.
*Com informações da EPTV Campinas
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