Quatro policiais militares acusados de tentativa de homicídio contra um suspeito de roubos em Piracicaba deverão ir a júri popular, segundo decisão judicial desta segunda-feira (27). Mas, cabe recurso. A decisão judicial foi tomada após denúncia do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo).
Relembre o caso dos policiais acusados de assassinato
No dia 9 de maio de 2023, por volta das 12h30, os policiais foram à Rua Antônio Flavio de Andrade, no bairro Novo Horizonte, para investigar uma série de roubos no município.
De acordo com o MP-SP, eles cercaram a casa do suspeito de cometer os crimes e a invadiram. Ainda de acordo com a Promotoria, o homem foi levado pelos policiais para o fundo do imóvel e interrogado pelos policiais sobre o paradeiro dos produtos roubados.
Ainda segundo o MP, dois dos policiais decidiram fazer “justiça com as próprias mãos”, disparando três tiros, dois no tórax e um na perna. O resgate foi acionado, e o homem então foi morto com um outro tiro.
Ainda de acordo com a Promotoria, um terceiro policial deu cobertura aos dois autores da tentativa de homicídio, enquanto outros quatro ficaram em frente ao imóvel.
Na época, a PM se pronunciou afirmando que tinha havido um tiroteio no local, e o homem veio a falecer. Afirmou que agentes da 1ª Companhia patrulhavam o bairro quando o suspeito, ao visualizá-los, fugiu para dentro de uma casa, que foi cercada pelos policiais.
Ainda de acordo com o relato da polícia na época, o homem disparou duas vezes contra um dos policiais, que reagiu o atingindo com três disparos. Um outro disparo teria sido efetuado por um segundo policial. A corporação informou ainda o homem possuía antecedentes criminais.
Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana) de Piracicaba.
A EPTV pediu um posicionamento da PM sobre a decisão judicial desta segunda-feira, mas não houve retorno.
Dos quatro PMs que foram encaminhados para júri popular, dois deles também foram pronunciados porque teriam alterado a cena do crime.
Outro policial responderá por prestação de informação falsa durante o andamento do processo. Já um quarto, por omissão.
Dois outros PMs já haviam sido presos, e outros três não vão a julgamento por falta de provas contra eles.
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