A Prefeitura de Piracicaba anunciou um projeto para a implementação de um sistema antidrone no Aeroporto Municipal Pedro Morganti. A apresentação da tecnologia ocorreu ontem (24) e promete aumentar a segurança da aviação na região.
Desenvolvido pela Omnisys, o sistema EagleShield é projetado para detectar e classificar drones não colaborativos, que representam riscos significativos à segurança da aviação, especialmente em áreas aeroportuárias.
Além do EagleShield, foi apresentado o Gamekeeper, um radar holográfico que fornece cobertura 3D completa, monitorando dispositivos a uma distância de até 7,5 km. Fabricado no Brasil e certificado como Produto Estratégico de Defesa (PED), o Gamekeeper é um componente essencial do sistema EagleShield.
Piracicaba foi escolhida para o projeto-piloto devido aos investimentos significativos no Aeroporto Municipal nos últimos quatro anos.
“Estamos implementando um sistema que tornará nosso aeroporto mais seguro e eficiente, capaz de atender às demandas da região”, afirmou Euclides Libardi, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.
Novos voos regionais com Azul Conecta
A cidade também se prepara para um novo projeto-piloto em parceria com a Azul Conecta, que trará voos regionais e fretamentos para o Aeroporto Municipal, ampliando as opções de transporte aéreo para a população.
Marcelo Kraide, diretor do Aeroporto, destacou a relevância do sistema na monitorização do espaço aéreo, considerando que o aeroporto recebe entre 60 a 100 paraquedistas nos finais de semana. “Com uma média de 60 voos por semana, o aeroporto enfrenta desafios com a presença de drones não autorizados. Este sistema nos ajudará a aumentar a segurança para todos os envolvidos na aviação”, explicou Kraide.
Como funciona o sistema antidrone?
O sistema EagleShield detecta, rastreia, classifica e identifica os drones no espaço aéreo e, se necessário, faz um alerta de irregularidade da ação. É capaz também de identificar a presença de outros objetos, como balões, por exemplo.
Ao mesmo tempo, o Gamekeeper é posicionado na cabeceira da pista, funcionando como sensor que captura a presença do drone. Além do radar, há outros sensores que identificam os objetos e até mesmo a posição do operador.
Dessa forma, é possível reconhecer, em tempo real, qualquer drone que esteja próximo do espaço do aeroporto e que pode prejudicar o manejo das aeronaves, garantindo mais segurança para pousos e decolagens.
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