A SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirmou nesta segunda-feira (1º) que há um inquérito aberto por posse de pornografia infantil contra o vereador Cássio Fala Pira (PL), de Piracicaba. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Seccional do município, mas não foi informado quando o procedimento foi instaurado.
O vereador está preso temporariamente desde 9 de outubro, após denúncias de supostos crimes sexuais feitas por 12 mulheres. Por determinação judicial, a Câmara Municipal suspendeu o exercício da função pública do parlamentar.
Defesa nega relação do vereador Cássio Fala Pira com o material
Em nota, a defesa de Cássio afirmou que o conteúdo encontrado no celular do vereador teria sido enviado a ele como denúncia contra outra pessoa.
Segundo os advogados, o material foi localizado porque o parlamentar citou o caso na tribuna da Câmara, e o assunto já havia sido esclarecido em um inquérito de 2022, sem desdobramentos judiciais.
A defesa afirma que “o vereador não possuía qualquer relação com o material encontrado” e diz ter recebido com surpresa a retomada do episódio.
Como foi a prisão do vereador Cássio Fala Pira
Cássio Fala Pira foi preso em 9 de outubro, após denúncias de supostos crimes sexuais. Os policiais civis cumpriram mandado na residência do parlamentar, durante a manhã, e também realizaram buscas em sua casa, em um escritório na Vila Sônia e no gabinete dentro da Câmara Municipal.
As denúncias apontam que parte dos abusos teria ocorrido dentro do próprio gabinete parlamentar.
O vereador nega todas as acusações e diz que vai provar que é inocente.
Relatos das vítimas
A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Piracicaba já havia aberto inquérito para apurar as denúncias. Uma das vítimas, de 36 anos, relatou à EPTV que foi abusada por duas vezes pelo vereador.
Na primeira, segundo a denunciante, Cássio teria marcado um encontro dizendo que entregaria uma cesta básica, mas a levou a uma estrada de terra, onde tentou forçá-la a uma relação sexual.
“Foi em 2024. Era umas 20h. Ele falou: ‘tô aqui fora, você sai pegar as coisas que eu comprei pra você’. E aí eu fui, peguei e entrei no carro. Entrei no carro e ele falou que precisava conversar comigo sobre trabalho também. […] Ele me levou para uma estrada de terra. Quando ele parou o carro, ele ficou me olhando, pegou na minha mão, aí ele abaixou as calças. Aí, queria ter relação comigo, falei que não porque eu não tava tomando remédio, eu ia ficar grávida. Não tinha como eu pedir socorro porque era um lugar escuro e não tinha ninguém”,
relatou.
A segunda situação, conforme o depoimento, teria ocorrido dentro da Câmara Municipal.
“O segundo episódio ocorreu no meio de 2025. Ele me levou para aquele gabinete onde tem a reunião dos vereadores. E lá ele abaixou a calça de novo e começou a fazer aquelas coisas”,
acrescentou.
A mulher registrou boletim de ocorrência em 6 de outubro, após a repercussão dos casos.
Na semana passada, outra mulher também denunciou o vereador, afirmando que foi abusada dentro do gabinete.
“Como isso já aconteceu comigo quando eu era criança, eu fiquei sem reação. Eu falei: ‘eu não acredito que isso tá acontecendo comigo de novo. Eu vim atrás de serviço, eu sou uma pessoa séria, eu sou uma pessoa estudada, eu não preciso dessas coisas’. […] Eu fiquei chorando, fiquei em choque”,
contou.
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