Correção: Bolsonaro diz ser 'difícil' escolher entre apoiar Onyx ou Heinze no RS Correção: Bolsonaro diz ser 'difícil' escolher entre apoiar Onyx ou Heinze no RS

Correção: Bolsonaro diz ser 'difícil' escolher entre apoiar Onyx ou Heinze no RS

Correção: Bolsonaro diz ser 'difícil' escolher entre apoiar Onyx ou Heinze no RS

Diferentemente do que informou a primeira versão desta reportagem, o ex-governador José Ivo Sartori (MDB) e o ex-prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Junior (PSDB) não devem concorrer ao Senado. Segue versão corrrigida.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 2, ser 'difícil' escolher em qual palanque subir no Rio Grande do Sul, onde o campo bolsonarista tem dois candidatos a governador: o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), seu correligionário, e o senador Luis Carlos Heinze (Progressistas).

'Eu não posso perder de um lado e ganhar de outro. Eleição para presidente é uma coisa, para governador é outra', afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. Ele disse ser 'muito amigo' de Onyx e de Heinze. 'São nomes bastante simpáticos, fica difícil.'

Um dos mais antigos aliados de Bolsonaro, Onyx chefiou no atual governo as pastas da Casa Civil, Cidadania, Secretaria-geral e Trabalho e Previdência. Já Heinze foi um ativo defensor do presidente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, ao endossar o discurso a favor de medicamentos com ineficácia comprovada para o novo coronavírus.

A pesquisa eleitoral mais recente para o governo gaúcho, da Real Time BigData, mostra o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) - que renunciou ao governo e decidiu tentar a reeleição - tecnicamente empatado com Onyx Lorenzoni (PL). O terceiro colocado é o candidato de Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado estadual Edegar Pretto (PT), que nesta semana formou aliança com o vereador Pedro Ruas (PSOL), até então o quarto colocado. O senador Luís Carlos Heinze (Progressistas) aparecia apenas em quinto lugar nas intenções de voto.

Disputa pelo Senado no RS

De acordo com Bolsonaro, o mesmo impasse visto na disputa pelo governo gaúcho é verificado na corrida ao Senado. 'Estamos tentando ver a melhor maneira de conduzir as eleições no Rio Grande do Sul. No Senado é a mesma coisa, vários candidatos nos apoiam e tenho uma afinidade muito grande com Mourão', declarou o chefe do Executivo sobre o vice-presidente, candidato a senador no Estado, com quem coleciona tensões. Em materiais de campanha, no entanto, Mourão tem usado sua imagem lado a lado com Bolsonaro.

Na pesquisa mais recente para senador no Estado, também da Real Time BigData, o vice-presidente tem a preferência do eleitorado gaúcho, seguido pela ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD). Também concorrem o atual senador Lasier Martins (Podemos) e a vereadora Comandante Nádia Gerhard (Progressistas). 'Eu tenho conversado que eu não posso ir ao Rio Grande do Sul e apoiar um candidato', disse Bolsonaro na entrevista.

As pesquisas estimuladas, no entanto, ainda não incluíram entre os candidatos ao Senado o ex-governador Olívio Dutra (PT), anunciado pelo partido na semana passada.

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