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Política

Bolsonaro anuncia saída de Regina Duarte da secretaria de Cultura

Desde que assumiu a pasta, em 4 de março, Regina teve alta rotatividade em razão de polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a ela e já vivia processo de fritura

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A atriz e secretária da Cultura Regina Duarte (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
 

Regina Duarte não faz mais parte do governo. O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação em uma rede social, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo. 

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro.

No dia 5 maio, o governo renomeou maestro Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), que tinha sido exonerado por Regina no primeiro dia da atriz à frente da secretaria. Na sequência, Mantovani foi exonerado novamente e o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, justificou as mudanças por "questões internas".  

Desde que assumiu a pasta, em 4 de março, Regina teve alta rotatividade em razão de polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a ela, apesar de assumir com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

Processo de fritura

Em meio a processo de fritura, a atriz recorreu a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) para tentar construir uma saída honrosa da Secretária Especial da Cultura. 

Regina está trabalhando desde a semana passada em um projeto para a produção de vídeos que têm como objetivo apresentar as atividades já executadas na pasta. Além de Zambelli, de quem Regina é amiga, ela conta com o apoio do secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República, contra-almirante Flávio Rocha. 

A deputada federal deverá indicar nomes para a Cultura, uma vez que as escolhas feitas por Regina foram derrubadas por ela mesma ou pelo presidente Jair Bolsonaro. 

De acordo com pessoas próximas à pasta, a Secretaria Especial da Cultura estava vivenciando uma espécie de intervenção da deputada bolsonarista. Na visão da ala ideológica do governo, Regina não atendeu as expectativas de retirar nomes ligados à esquerda do setor cultural. 

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