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ACidade ONPolítica'Pena de Daniel Silveira foi um pouco exagerada', diz Fernando Abrucio

‘Pena de Daniel Silveira foi um pouco exagerada’, diz Fernando Abrucio

‘Pena de Daniel Silveira foi um pouco exagerada’, diz Fernando Abrucio

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O Congresso não tem dado anteparo político ao Supremo Tribunal Federal, que, por sua vez, tem sido a instituição mais resistente ao que considera a corrosão das estruturas democráticas. A avaliação é do doutor em Ciência Política Fernando Abrucio, professor e pesquisador da FGV.

Segundo ele, o caso do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) – beneficiado por um perdão concedido por Jair Bolsonaro – expõe duas estratégias do presidente: de um lado, a eleitoral, de alimentar um radicalismo crescente entre o eleitorado; de outro, a de “autocratização do poder político” no Brasil. Para Abrucio, a pena de Silveira foi “um pouco exagerada” e favoreceu o discurso de Bolsonaro.

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O que há de peculiar na atual crise entre Executivo e Judiciário e como ela afeta o processo eleitoral?

Das instituições, o STF é a que mais gerou problemas para Bolsonaro. Essa guerra foi contínua e, neste ano, vai escalar por uma razão simples: a eleição. O primeiro interesse de Bolsonaro é eleitoral: ele constrói a imagem de que o STF o persegue. Parte da estratégia do caso Daniel Silveira é agradar a seu eleitor e criar confusão. Mas há uma segunda estratégia, que é de poder. O projeto de Bolsonaro é transformar o Brasil em uma Hungria. Significa, primeiro, criar uma eleição na qual ele só pode ganhar. E, se eleito, reduzir mais os controles democráticos.

Parte do STF defende a ideia de deixar a poeira baixar, no caso Silveira, para evitar cair no que considera estratégia eleitoral de Bolsonaro. Isso significa que a Corte não responde a essa “estratégia de poder” de Bolsonaro?

Todos os ministros sabem que há uma estratégia de poder, mas a questão é ter a capacidade de responder. Eles não estão demorando a tomar decisões apenas porque acham que é uma cortina de fumaça de Bolsonaro, e, sim, porque precisam de algum anteparo político. O Congresso não está dando anteparo político ao STF, e os ministros sabem qual é o limite do poder deles. No que se refere a esse caso, o limite provavelmente é a retirada dos direitos políticos do Daniel Silveira. A punição dada, do ponto de vista penal, também me parece um pouco exagerada. O melhor voto foi o de André Mendonça: dar uma pena criminal branda, mas retirar direitos políticos. Talvez fosse mais difícil para Bolsonaro sustentar o argumento de que houve exagero da Corte.

A posição atual do Congresso sobre Bolsonaro minimiza, portanto, a capacidade de reação do STF?

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Não se trata só de adiar a decisão para evitar estratégia eleitoral, mas porque os ministros do STF não são, sozinhos, capazes de reagir ao bolsonarismo, pois ele ficou muito forte com a compra do Congresso via orçamento secreto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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