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Gol é condenada a pagar tratamento de idosa após acidente

No processo, a Gol afirma que a idosa não aguardou um funcionário para auxiliar no desembarque, o que teria sido a causa do acidente; família contesta

| FOLHAPRESS

Foto: Divulgação/Pixabay
A Gol está no meio de uma batalha judicial com a família de uma idosa de 86 anos que se acidentou durante o desembarque de um voo da companhia aérea no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.O caso aconteceu no final de junho deste ano.   

Lucy Abreu Campos voltava de Recife (PE), onde passara dez dias com parentes em ocasião do enterro da irmã mais velha.Segundo o processo, ao comprar os bilhetes, a filha da idosa, Andrea Campos, contratou o serviço de acompanhamento da companhia para a passageira, na ida e na volta.No último trecho da viagem, no entanto, o serviço não teria sido prestado.  

No processo, a Gol afirma que a idosa não aguardou um funcionário para auxiliar no desembarque, o que teria sido a causa do acidente.Ao sair da aeronave sem acompanhante e descer a escada móvel, Lucy perdeu o equilíbrio e caiu na pista, sofrendo traumatismo cranioencefálico e lesões no rosto e no corpo.  

A família alega negligência da empresa e move uma ação judicial na qual pede que a companhia ressarça despesas médicas resultantes do agravamento do estado de saúde da idosa desde o incidente, que deixou sequelas irreversíveis, como perda da fala e redução das capacidades motoras.Os familiares de Lucy pedem ainda uma indenização por danos morais de ao menos R$ 200 mil.  

De acordo com os autos, a senhora foi socorrida no ato do acidente pelo atendimento médico da Infraero e, em seguida, encaminhada a um hospital municipal no bairro do Jabaquara (zona sul de São Paulo), onde passou 125 dias internada, incluindo o total de dois meses na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).  

A filha da idosa disse que a Gol entrou em contato, por e-mail, três dias após a queda e ofereceu R$ 15 mil como compensação pelo acidente, com a condição da família não se manifestar mais sobre o assunto. A proposta que foi recusada.   


GOL CONTESTA   

A Gol afirma, no processo, que a idosa não aguardou o auxílio para o desembarque, o que teria sido a causa do acidente.A companhia também diz que a representante legal da idosa "tenta a todo custo enriquecer-se às custas da Gol".  

"A empresa espera que os pedidos sejam julgados improcedentes, extinguindo o processo com julgamento de mérito", diz a defesa. 

Para o advogado Washington Fonseca, sócio do escritório NHMF, a juíza concedeu a liminar para impedir que um eventual direito da paciente fosse lesado. "A decisão definitiva, de mérito, ainda não foi dada. Vai depender de qual das versões [a da família da paciente ou a da companhia aérea] ficar comprovada", diz.  

Se for atestado que a senhora dispensou o auxílio contratado pela filha, ela teria assumido os riscos do acidente, segundo Fonseca."Se ela estava em plena capacidade de discernimento, dispensou o serviço e causou o acidente ao deixar o avião sozinha, não existiria o dever de indenizar por parte da Gol", diz. 

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