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Rosto de Marielle é pichado em muro de Ribeirão Preto

Homenagem a ex-vereadora executada no Rio apareceu com as pichações "vaca" e "foi tarde"; OAB pede investigação

| ACidadeON/Ribeirao


Rosto de Marielle pichado em Ribeirão (Foto: Redes Sociais)

O rosto da ex-vereador do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), pintado em um muro da avenida Maurílio Biagi, em Ribeirão Preto, apareceu pichado, nesta quarta-feira (20), com os dizeres "vaca" e "foi tarde".

A homenagem em Ribeirão Preto foi feita em 2018, depois de Marielle ser executada no Rio de Janeiro. A advogada Maria Eugênia Ugucione Biffi, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) afirmou, nesta quarta, que vai oficiar os órgãos competentes para apuração.

Segundo a advogada, "a conduta de pichar é criminosa" e "o teor da mensagem reproduz condutas machistas e discriminatórias".

"Sabe-se que a imagem de Marielle representa uma luta política para além das questões partidárias, pois se tornou símbolo de resistência feminina ao atual governo federal. A mensagem pichada afronta a história dos movimentos sociais e das lutas das minorias", analisou a advogada.

"Neste sentido, acompanharei as tratativas para resolução do crime e oficiaremos os órgãos e instituições responsáveis para investigar o ocorrido e tomar as medidas judiciais cabíveis", finalizou Maria Eugênia.

 
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Lobão grafitou muro da avenida Maurílio Biagi (Foto: Francielly Flamarini)
A morte

Marielle, então com 38 anos, foi executada a tiros no dia 14 de março de 2018, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. O motorista Anderson Pedro Gomes também morreu na ação.

A morte causou comoção, já que Marielle era uma voz emergente das comunidades cariocas. Eleita vereadora com 46 mil votos pelo PSOL, ela representava as minorias: negra, mãe solteira, socióloga, lésbica e criada no Complexo da Maré.

Na Câmara, Marielle era relatora da comissão da Câmara dos Vereadores que fiscaliza a atuação da intervenção federal nas favelas. Uma semana antes de morrer, denunciou casos de abuso de violência policial no bairro de Acari, no Rio.

O policial reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz são acusados de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada, sem dar chance de defesa às vítimas. Os dois devem ir a júri popular pelo crime.

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