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Wagner Schwartz une artes plásticas e dança em 'La Bête'

Na performance a ser apresentada nesta quinta-feira (1º), no Sesc Ribeirão Preto, o público se torna coautor

| ACidadeON/Ribeirao

Humberto Araujo / Divulgação
No palco, apenas a réplica do 'Bicho', de Lygia Clark, e o bailarino Schwartz (Foto: Humberto Araujo / Divulgação)

 

No chão do palco, Wagner Schwartz mexe com uma réplica de um dos “Bichos” da série homônima criada pela artista plástica Lygia Clark em 1960 – as esculturas metálicas de formas geométricas que se articulam organicamente por dobradiças. No momento seguinte, é o bailarino e coreógrafo que assume o papel do ‘Bicho’ ao se movimentar e se articular.

Essas cenas compõe o espetáculo “La Bête”, que será apresentado na quinta-feira (1º/11), no Sesc Ribeirão.

“Eu viro o ‘Bicho’ – do meu jeito. Cada ‘Bicho’ – de metal, plástico ou de carne e osso – tem o seu jeito de existir”, afirma Schwartz.

Na performance, o bailarino quase se transforma em um objeto que vai testar os limites do corpo no tablado. E a plateia é quem define esse limite e, de certa forma, a sequência de movimentos, segundo o artista.

“É o público que participa, que propõe aquilo que quer ver, experienciar. Nada além daquilo que estiver na cabeça da plateia.”

Coautor

Segundo Schwartz, o espetáculo trata dessa forte ligação de dependência com o público e do desfazer do lugar do eu-que-faz e do eu-que-observa. Com essa linguagem corporal e sua nudez, o bailarino se movimenta de forma lenta ao lado da réplica, esperando as reações do público, que passa a ser coautor. 

Com essa postura, o artista busca resgatar esse contato próximo, relegado ao esquecimento nos espetáculos tradicionais.

Ao convidar diretamente aqueles que o assistem a movimentar a réplica, ele provoca as mais diversas reações. “O público é responsável por tudo aquilo que acontece em cena a partir do momento em que entra no espaço reservado para a performance”, define.

Vitalidade

Carioca de Volta Redonda, a marca de Schwartz, que vive entre São Paulo e Paris, são as coreografias fortemente influenciados pela literatura e artes plásticas, relação clara em “La Bête”.

Sozinho em cena, o bailarino se conecta a diferentes referências estéticas que vão de Oswald de Andrade, Machado de Assis, Vilém Flusser, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Wally Salomão a Jards Macalé.

O espetáculo nasceu em Paris, quando o bailarino se deparou com uma das obras-primas da série de Lygia Clark fechada em uma caixa de acrílico – mesmo que esse objeto tenha sido criado para ser manipulado pelas pessoas. “Senti que, ali, o objeto havia perdido sua vitalidade. Olhando para ele, eu disse: ‘Vou tirar você daí de dentro. Vou virar você’. Nesse momento, aconteceu ‘La Bête’”, conta.

Serviço

La Bête

Quinta (1º/11), às 20h30, no Sesc (rua Tibiriçá, 50, Centro).
Ingressos: R$ 17, R$ 8,50 (meia) e
R$ 5 (credenciados no Sesc).
Para maiores de 18 anos 

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