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Líder do PCC em Ribeirão, 'Tio Patinhas' é condenado a 33 anos de prisão

Ele foi preso em setembro de 2015 na Operação Atlântida; Gaeco aponta que ele adquiriu R$ 1,5 milhão em bens com o tráfico

| ACidadeON/Ribeirao

Reprofução / EPTV
Mário de Carvalho Filho, o Tio Patinhas, de bermuda vermelha, foi condenado a 33 anos de prisão (Fotos: Reprodução EPTV)

 

Considerado pelo Ministério Público uma das principais lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) no interior de São Paulo, o ribeirão-pretano Mário de Carvalho Filho, conhecido como “Marinho das Mangueiras” e “Tio Patinhas”, foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão por chefiar organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. Além dele, outros 15 integrantes da quadrilha foram condenados.

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Ao todo as condenações – separadas em dois processos, com sentenças em 9 e 20 de novembro proferidas pela juíza da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto – somam 270 anos. Ainda cabe recurso em segunda instância.

Tio Patinhas está preso desde 10 de setembro de 2015, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou a “Operação Atlântida”.

Foram identificados, bloqueados ou apreendidos cerca de R$ 1,5 milhão em bens do criminoso, que ostentava, entre outros, uma casa em um condomínio de luxo em Bonfim Paulista, um Audi S3 e uma camionete Amarok, uma lancha com capacidade para dez pessoas e um jet-ski importado – chamados, respectivamente, de Blue Label e Black Label.

Ele também utilizava estratégias para ocultar patrimônio: registrou quatro motocicletas em nome de sua mãe, que sequer tinha carteira de habilitação para veículos sobre duas rodas.

A juíza determinou, na sentença, o perdimento de bens de Tio Patinhas e do restante da quadrilha, alegando que foram adquiridos apenas com dinheiro dos “múltiplos e sequenciais tráficos e associações ao tráfico”.

O montante deve ser revertido aos cofres da União, utilizados pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad).

As investigações apontaram que Tio Patinhas exercia a função de “Sintonia Final do Progresso do Interior” do PCC, sendo “responsável pelo levantamento da quantidade e a compra dos entorpecentes, seu armazenamento (estocagem e ocultação) e transporte/remessa, bem como sua distribuição para todas e cada um adas regiões do interior do Estado de São Paulo”.

Segundo o Gaeco, Tio Patinhas, além de ser responsável pela distribuição de entorpecentes para representantes do PCC no interior, também realizava, por conta própria, o tráfico como atividade particular, controlando e revendendo em biqueiras – também chamadas de “lojinhas”. O Gaeco é claro: o criminoso vendia no “atacado” e no “varejo”.

Ele contava com Robson Rodrigo Carvalho – condenado a 51 anos de prisão em dois processos –, conhecido como “Sertão” e “Treinador”, como seu braço-direito.

Tio Patinhas comandava o tráfico de entorpecentes na favela das Mangueiras e tinha influência no abastecimento e revenda da Vila Carvalho, Parque Avelino Palma e no município de Sertãozinho.

O Gaeco flagrou, até, a quadrilha de Tio Patinhas realizando transações de drogas com traficantes do Mato Grosso do Sul (MS).

“Evidente que estamos diante de acusado que faz do crime sua profissão, meio e estilo de vida, integrando as hostes do crime organizado há mais de uma década”, informou o Gaeco à Justiça. Segundo as investigações, ele foi “batizado” no PCC em 10 de outubro de 2010.

A juíza determinou que Tio Patinhas e seus comparsas continuem presos enquanto aguardam o julgamento em segunda instância, devido ao “risco imediato à paz social no caso de eventual soltura nesse momento processual”.

Outro lado
No processo, a defesa de Tio Patinhas pediu que todo o processo fosse anulado por obtenção ilegal de provas e alegou que o réu é inocente, afirmando que as acusações não passavam de mera “dedução”, sem base em dados concretos. 

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