Hospital de Câncer de Ribeirão Preto oferece atendimento humanizado

Instituição aposta no acolhimento dos pacientes e na aproximação deles com os médicos

    • Jornal A Cidade
    • Jacqueline Pioli
F.L.Piton / A Cidade
Cirene Borezzo, 56 anos, se sentiu acolhida pelos funcionários do Hospital de Câncer. (Foto:F.L.Piton / A Cidade)

A aposentada Cirene Borezzo, 56 anos, nunca deixou o sorriso sair do rosto. Nem mesmo no dia 11 de setembro de 2014, quando descobriu que estava com câncer de mama. “O primeiro impacto é ruim, mas depois levei na boa. Fui acolhida com amor e carinho no Hospital de Câncer de Ribeirão Preto”, diz.

Cirene já concluiu as sessões de quimioterapia e, agora, realiza radioterapia. Ela tem certeza de que já venceu a doença e quando olha as fotos feitas no início do tratamento, só consegue se lembrar do acolhimento da instituição. “Recebi apoio desde o primeiro momento que entrei aqui”.

Veja o depoimento das pacientes do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto. 

O Hospital de Câncer – Fundação Sobeccan foi idealizado há 20 anos por um grupo de pessoas que queria proporcionar aos pacientes com câncer um tratamento mais humano. Começou com uma pequena sede, próximo à Santa Casa, até que em 2006 ganhou um novo espaço no Jardim Flórida. O terreno foi doado pela prefeitura e o prédio foi construido com doações da comunidade.

Até hoje, a instituição sobrevive de doações, subvenções governamentais e eventos beneficentes, pois não possui convênio com o SUS e, por isso, não recebe verba federal. Entretanto, todos os serviços oferecidos são gratuitos.

Milena Aurea / A Cidade
O médico Guilherme Martinez pede valorização do trabalho feito pela Sobeccan. (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

Hoje, o hospital atende aproximadamente 400 mulheres de Ribeirão Preto e região. A instituição é voltada para o tratamento dos cânceres ginecológicos, como mama, útero e ovário. Na fundação, são oferecidos exames de diagnóstico, prevenção e tratamento: papanicolau, mamografia, ultrassom, colposcopia e quimioterapia. O centro cirúrgico está em construção.

“A intenção é transformar o hospital num centro de tratamento de câncer para podermos ter uma verba melhor e assumir mais pacientes”, afirma o mastologista e diretor técnico da instituição, Guilherme Luna Martinez.

Segundo o médico, para alcançar esse objetivo é preciso que a população de Ribeirão valorize o trabalho realizado pela Fundação Sobeccan. “O diferencial é o tratamento humanizado. Os pacientes são atendidos pelos mesmos médicos e ainda contam com uma equipe de psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e assistentes sociais”.

Além disso, o hospital conta com a ajuda de voluntários, que realizam eventos para os pacientes e ajudam na arrecadação de recursos financeiros.

Elas são guerreiras na luta contra o câncer de mama

F.L.Piton / A Cidade
Maria de Fátima Luzente, 52 anos, luta há um ano contra o câncer de mama. (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

Há um ano, a dona de casa Maria de Fátima Luzente, 52 anos, descobriu que teria uma batalha pela frente. “Minha mama estava inchada e doendo. Apalpei e percebi um nódulo. Procurei um médico que logo me encaminhou para o Hospital de Câncer de Ribeirão Preto”.

Maria já finalizou a quimioterapia e agora terá 20 sessões de radioterapia pela frente. “O momento mais difícil foi o diagnóstico. Mas, graças a Deus, eu me conhecia e logo percebi o nódulo. Eu acredito que já estou curada”.

Ana Rego Lima, 24 anos, nem imaginava que pudesse ter câncer tão nova. “Tenho um bebê de um ano. Pensei que meu leite tinha empedrado e, por isso, os caroços no peito”. Ela procurou um médico, que pediu a mamografia: o tumor era maligno. “Prefiro não pensar que estou com uma doença. Estou levando uma vida normal e seguindo o tratamento aqui no hospital”. Ana já realizou quatro quimioterapias.

F.L.Piton / A Cidade
Elaine Menezes, 40 anos, está curada do câncer. (Foto: F.L.Piton / A Cidade)

 A coordenadora de marketing Elaine Menezes, 40 anos, sabe muito bem o que Maria de Fátima e Ana estão passando. Há 12 anos, ela sofreu com a morte da mãe, que sofria com o câncer de mama e há dois anos foi a vez dela lutar contra a doença. “Hoje estou curada”, diz.

Elaine não se tratou no Hospital de Câncer, mas a mãe dela fez todo o tratamento lá. Em agradecimento à fundação Sobeccan, Elaine criou o grupo Laços e Abraços. Bimestralmente, ela promove um dia de beleza para as pacientes da instituição. “Nosso lema é ternura que cura através do amor. Eu acredito muito nisso, nos sorrisos, abraços, nos laços. Acredito na vida”.

Outubro Rosa
O autoconhecimento da mama é importante para que a mulher saiba identificar algo anormal. O pico do câncer de mama é entre os 50 e 60 anos de idade. Os médicos aconselham realizar mamografia anual a partir dos 40 anos.

Fundação Sobeccan
O Hospital de Câncer de Ribeirão Preto está localizado na rua Otávio Martins Braga, 50, no Jardim Flórida. Os pacientes passam por uma triagem com assistentes sociais.


3 Comentário(s)

Comentário

Maria de Fatima de Souza

Publicado:

Gostaria de saber se uma pessoa de minas gerais com metastase pode ser atendida nesse hospital e como será esse atendimento. que documentos deverá levar. gostaria de todas as informações . Obrigada!

Comentário

Aloisio Sampaio de Camargo Ferraz

Publicado:

A cúria metropolitana local poderia doar parte do laudêmio cobrado do sacrificado contribuinte para essa instituição maravilhosa.

Comentário

aristides marchetti filho

Publicado:

Por ter sido "curado" talvez o paciente não tivesse "câncer". Quais são as estatísticas em relação aos casos e a sobrevida? No outro dia mais um amigo, de 59 anos, foi ao encontro do Criador. E todos os prognósticos sobre a evolução da sua cura eram "ótimos". Arre!