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    A Língua Portuguesa ganhou destaque nas redes sociais. Para nós, profissionais ou entusiastas da linguagem, devia ter sido uma alegria. Afinal, não é sempre que o plural dos substantivos vira assunto nas rodinhas de conversa, virtuais ou presenciais. Qual o quê! 

    Para quem não viu, a frase era assim: "hoje, precisamos de uma nova escola [...] que busque a eficaz formação de cidadões [sic] íntegros, éticos, com conhecimento e trabalhadores", disse o novo presidente do Inep durante a cerimônia de posse.  

    Meus colegas da sociolinguística poderiam argumentar que a mensagem foi entendida e que isso basta. Até bastaria, se fosse outro o autor do pronunciamento. O Inep, instituto ligado ao Ministério da Educação, é responsável pela realização do Enem e, pasme, pela avaliação do ensino no Brasil.   

    A Língua Portuguesa não é fácil. A principal regra de formação do plural é acrescentar um "s" à palavra no singular. Por exemplo, cadeira - cadeiras, estojo - estojos. Para toda regra, contudo, há exceção. Neste caso, são várias.  

    Os substantivos terminados em -ão - e que não são paroxítonos - podem formar plural de três maneiras diferentes: -ães, -ões e -ãos. Exemplo: charlatão - charlatães, opinião - opiniões, cidadão - cidadãos. Então, como saber? Sua professora de Português da 5ª série diria "decorando, lendo muito". E é bem por aí.  

    De qualquer forma, é comum não se lembrar de certas regras gramaticais. Mas é preciso sempre se lembrar do seu papel de cidadão. 
 
 
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