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Eu encontrei ela no Tinder

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 "O nome dela é Jenifer, eu encontrei ela no Tinder. Não é minha namorada, mas poderia ser". Você não precisa ser amante de Sertanejo para conhecer esta música. Já deve, aliás, ter ficado com o trecho na cabeça em algum momento. 

    'Jenifer', gravada pelo paraibano Gabriel Diniz, chegou a alcançar o primeiro lugar do Brasil no Spotify, e alguns dizem que foi o hit do Verão 2019. Música do estilo "chiclete", o clipe já tem quase 200 milhões de visualizações no YouTube. Os números impressionam. O que também impressiona, confesso, é o equívoco na letra. 

    Ao contrário de 'Jenifer', objeto direto está longe de ser um assunto popular. Mas vamos lá. Objeto direto é um termo que complementa o sentido do verbo. É possível, na maioria dos casos, identificar o objeto direto através das perguntas "quem?" ou "o quê?"

    Na música em questão, "ela" substitui "Jenifer", que foi citada antes. Caso contrário, seria: "O nome dela é Jenifer. Eu encontrei Jenifer no Tinder". Se usarmos a tática das perguntas, temos: "eu encontrei quem no Tinder?" Ou seja, "Jenifer" é o objeto direto da oração. E o pronome pessoal do caso reto "ela", quando substitui "Jenifer", exerce a mesma função sintática. 

    Porém, pronomes pessoais retos não podem exercer função sintática de objeto das orações. Essa função é dos pronomes pessoais oblíquos. Se a Jenifer poderia ou não ser namorada do Gabriel, eu não sei. Mas o correto seria ele cantar: "O nome dela é Jenifer, eu encontrei-a (ou a encontrei) no Tinder".

 

A música gravada por Gabriel Diniz não para de tocar já alcançou o primeiro lugar do Brasil no Spotify. (Divulgação)