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Hilário Bocchi

Câmara aprova aumento de margem para empréstimo consignado

Valor para empréstimos pode ocupar até 40% da renda mensal do consumidor. Esta base é 5% maior do que o permitido anteriormente

| ACidadeON/Ribeirao

Hilário Bocchi Junior
 

 Na última sexta-feira, 29 de maio, a Câmara Federal aprovou o aumento do limite para empréstimos consignados, os que descontam diretamente na fonte do pagamento. Esta margem, que era de 35% da remuneração mensal do consumidor, ficou definida em até 40% da renda do trabalhador. 


Expectativa é que após entrar em vigor esta medida gere muita procura nas empresas de concessão de crédito, tanto para solicitar de empréstimo quanto para repactuar contratos já existentes. No texto da Câmara, relata que esta medida deve valer enquanto prosseguir a situação de calamidade pública, provocada pelas ações de prevenção à contaminação em massa pelo novo Coronavírus.

Esta ação foi acrescentada pela Câmara na medida provisória já existente (MP 936), assim como outros pontos. Agora, falta muito pouco.

Apesar de ainda não estar valendo, pois falta aprovação do texto pelo Senado e por último precisa ser sancionado pelo Presidente da República, os assuntos e ações referentes ao controle da situação em alerta ao novo Coronavírus têm andado de maneira muito ágil. Assim que for publicado no Diário Oficial aí sim estará valendo o novo valor de limite de crédito.

Além do aumento, o consumidor pode somar à este limite o valor de 5% da renda para cartão de crédito, o que gera até 45% de renda para quem tem interesse em fazer um empréstimo consignado.


OUTRO LADO
Mas as pessoas precisam ter educação financeira, pois a nova margem de crédito pode ocupar quase metade da renda do solicitante. Aí, precisa ter muito cuidado para que uma ação que poderia ser uma ajuda não se torne o maior vilão da renda familiar.

Outro trecho que está sendo proposta nesta mesma medida provisória, e que depende de aprovação, é a paralisação das parcelas já contratadas, pois muitos trabalhadores perderam a renda neste período de pandemia.


DEMISSÃO
Ainda, se aprovada a MP, caso o trabalhador seja demitido até o final do ano, até 31 de dezembro, esta medida também visa a permanência do valor total da dívida, ou seja, não vai somar juros. E também, assegura que vai valer a mesma taxa de juros, mesmo que o contrato passe de consignado para empréstimo pessoal, o que teria automaticamente taxas de juros maiores do que as praticadas na categoria de consignados.


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