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Água, energia elétrica e o avanço acentuado da tecnologia.

Confira o texto do professor Vicente Golfeto

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Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
Recentemente, neste mesmo espaço, nós falamos que a água está cada vez mais tendo sucedâneo quando se trata de ser utilizada como fonte de energia, especificamente a energia hidroelétrica. O avanço cada vez mais acentuado da tecnologia, em todas as áreas, tem permitido o alargamento dos leques das alternativas à energia elétrica como o vento, a luz solar, a biomassa, a nuclear ou atômica e até a produzida a partir das marés.  

Enfatizamos que, desta maneira, a água continua sem sucedâneo para uso na indústria, em residências e na irrigação, dentre outros usos. Mas na irrigação, é preciso esclarecer que o uso na lavoura leva a água diretamente para o subsolo, alimentando os lençóis freático e hartesiano. No caso de nossa ampla área, a água da irrigação vai imediatamente para o aquífero Guarani. Portanto, é muito diferente de quando ela tem outros usos, mesmo no amplo arco do agronegócio. Aí, a água consumida vai diretamente para os cursos d'água. Em lá chegando, ela toma caminho igual o que toma toda água de chuva, aferida pela pluviometria, chegando aos oceanos.
 

Esta sequência permitiu-me, pela primeira vez, a conclusão de que meio-ambiente não tem fronteiras. No que toca à água de irrigação, entretanto, tem. O que não faz apenas uma simples diferença. Faz uma grande diferença, inclusive alterando os caminhos de reformulação do ciclo hidrológico.
Esta constatação, é mais uma prova, embora a agricultura e mesmo a pecuária sejam grandes consumidoras de recursos hídricos, elas seguem itinerários diferentes. Por isso, por questão de justiça e de entendimento, é bom que se registre. E o fazemos nesta oportunidade.