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Temos produtividade, mas não temos competitividade

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

 

 

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
Anotei, pela importância e atualidade, o início da fala de Fernando Bueno, presidente da Abimaq, Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas, quando foi entrevistado por órgão da mídia paulistana. Ele disse que "temos produtividade mas não temos competitividade. O câmbio valorizado, os impostos e os juros altos tiram nossa competitividade".  

Fica claro que, da porta da indústria para dentro, internamente, a indústria, na sua maior parte, é competitiva. A competitividade se esvai da porta para fora, como no campo. Mas neste, a diferença é mais acentuada. Se o uso da tecnologia de ponta fez do Brasil o segundo maior exportador agrícola do mundo, a falta de investimentos em logística e em infraestrutura deixa nas estradas parte expressiva dos ganhos em produtividade. E competitividade é o maior condutor de eficiência e de aumento de produtividade.
 

A infraestrutura é o equipamento que, além de tudo, direciona o desenvolvimento de uma maneira geral. Numa cidade, por exemplo, seu uso é o instrumento mais importante para que sejam ocupados os espaços urbanos de modo que, quando se trata dos setores da economia, o uso é um acelerador que distingue os países mais desenvolvidos dos menos desenvolvidos. É por isto que temos certeza de que, "só o exercício da boa política pode salvar o que entendemos ser a boa teoria econômica".  

E, infelizmente, tem-nos faltado mais boa política do que boa teoria econômica, embora no que toca a esta, mesmo faltando menos, não significa que a temos em abundância. Mas nos falta porque, antes, nos tem faltado a boa política.

O eleitor, embutido no cidadão, deve ser chamado à colação.