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Aterro sanitário precisa ser o substitutivo do lixão

Sustentabilidade pretende ser um ciclo perfeito porque é preciso que haja eliminação de todo desperdício; Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

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Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
Lixão foi o nome que se deu ao local em que as cidades, em sua esmagadora maioria, atiravam e descartavam todo tipo de resíduo, inclusive os hospitalares e os tóxicos. Não se fazia distinção. Assim, em relação à situação destes locais que, em grande parte das cidades brasileiras ainda existem, já estão construindo os aterros sanitários. Impermeabilizando o solo do terreno onde são construídos, os aterros sanitários protegem o subsolo de infiltrações que o contaminam.  

Aterro sanitário é um depósito onde são descartados resíduos provenientes de casas, principalmente. Os resíduos das construções e de toda indústria da construção civil, dentro de uma política correta de preservação ambiental e de busca da sustentabilidade, são chamados de entulho. E devem ter local próprio para o descarte. 

Sustentabilidade pretende ser um ciclo perfeito porque, para ser completo, é preciso que haja eliminação de todo desperdício. Tudo é usado de forma consciente. Portanto, para ser total, é preciso que o munícipe tenha passado pela plenitude da educação ambiental.  

É por isto que entulhos comportam uma espécie de logística reversa. Trata-se de um conjunto de ações que busca viabilizar e coletar a restituição dos resíduos sólidos às empresas para reaproveitamento e reintrodução no ciclo produtivo. Ou, dando-lhes ainda, outra destinação ambientalmente considerada adequada. Usinas transformam estes entulhos em matéria-prima para a construção civil como tijolos, bloquetes e base de asfalto. 

Resíduos tóxicos e hospitalares devem ter destinação diferente dos anteriores. Afinal, estamos diante de outras modalidades de lixo.