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O voto é o sucessor legítimo da bala

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

 

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    Foi o presidente norte-americano, Abraham Lincoln, que fez, num célebre discurso, síntese da qual me valho para iniciar este comentário: "o voto é o sucessor legítimo da bala". Quando um povo se civiliza, politicamente ele abandona a violência da bala e erige o voto popular em instrumento para que a maioria chegue ao poder e, assim, controle o Estado. Claro que, quando o voto falha, como atualmente está acontecendo no Brasil, volta a bala, metáfora da violência. O aumento da criminalidade é uma prova de que o voto não está permitindo que as instituições funcionem a contento.
 

    Por muitas razões também, a sociedade, aliás, em boa porcentagem, está descrente da política mas por causa dos políticos escolhidos pelo próprio eleitor. Porque, no poder, não há ninguém sem voto. Permito-me, entretanto, anotar que perder o bonde não é bom. Terrível mesmo, sejamos claro, é perder a esperança. Esta desesperança, pelo que se tem notado, não é fato brasileiro. Nem de agora, apenas. Focando na realidade norte-americana de seu tempo, Henry Ford sentenciou: "há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam". Temendo que tal ocorra no Brasil de hoje, é bom que digamos que ninguém pode desistir de nosso país. 

     Em primeiro lugar, é preciso que insistamos que a melhor forma de predizer o futuro é criá-lo hoje. Acontece que a experiência tem nos demonstrado que, quanto mais os governantes têm medo do passado, mais os cidadãos têm medo do futuro.
    Precisamos urgentemente começar meditar sobre as causas de nossos desencanto e desânimo. É a melhor maneira de, após o diagnóstico feito, iniciarmos o corte de suas causas.