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A água é insubstituível para uso pessoal e na indústria

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

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Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    A água é insubstituível para uso pessoal, na indústria e na irrigação, dentre outros casos. Mas, para a geração de energia hidroelétrica, a água tem sucedâneos como o vento, a luz solar, as usinas térmicas a gás natural e as usinas nucleares, que, aliás, estão sendo reativadas. Sucedâneo, como se sabe, é sinônimo de substituto.
 

    O ciclo hidrológico ensina que a quantidade de água que existe na Terra, em todo planeta, é sempre a mesma. Mas as necessidades humanas têm aumentado, como apontam os dados estatísticos, a começar pelo aumento da população mundial. Somente este número já nos mostraria que as necessidades relativas de água crescem, embora os números absolutos sejam uma constante na equação. E é isto que anatematiza o desperdício de água que, desta maneira, passa a ser, e cada vez mais, um líquido precioso, ainda que ela possa ser menos utilizada para a geração de eletricidade conforme as alternativas que nós elencamos acima.
 

    No Brasil, a experiência mostra que é assim. No nordeste, a água com falta está sempre na pauta dos governantes. No sudeste, é o conjunto de inundações que causam grandes desastres. E mais: no que toca a Ribeirão Preto, em particular, o vazamento de água dentro dos prédios leva os consumidores a serem vítimas de penas pecuniárias. Já quando os vazamentos estão nas ruas e nos logradouros públicos, tendo como responsável o Daerp, não existe nenhuma punição. Vamos igualizar este tratamento: ou todos pagam ou ninguém paga. Provérbio popular diz que "quem não vai pelo amor, vai pela dor". Foi o que me sugeriu um munícipe, recentemente.
 

    Fechar a torneira também não basta. As florestas prestam um serviço ambiental de segurança hídrica. Elas são preservadas? E os nascedouros? E os olhos d'água? Vamos começar a encontrar outras causas, as verdadeiras causas, do problema, sem cuidar apenas e tão-somente dos seus efeitos.