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Valor monetário das duplicatas e triplicatas protestadas

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    A inadimplência, tanto de pessoa física como de pessoa jurídica, pode ser vista e analisada à luz de diversos prismas e através de diversas óticas. Uma delas, muitas vezes, a mais importante, é por meio do valor monetário dos títulos protestados por falta de pagamento. Dentre esses títulos, a soma de duplicatas e triplicatas não honradas, não pagas, configurando pelo menos impontualidade nos pagamentos de débitos, é a soma de dois dos mais importantes. É por meio deles que, numa série histórica de três exercícios econômicos consecutivos, 2 017, 2 018 e 2 019, sempre no período de janeiro a agosto, montamos o pequeno quadro abaixo. 

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    Ele é expressivo mas tem foco, pela natureza dos títulos mencionados, apenas a pessoas jurídicas. Portanto, a empresas. De qualquer forma, quando nós notamos, no biênio 2 017 e 2 018 que a inadimplência, vista por ângulo destes títulos, praticamente tinha se estabilizado, ela ressurge, como muito perigosa, durante o corrente exercício de 2 019. Focalizando os números do quadro acima referido, concluímos que o aumento da impontualidade no pagamento foi de 19,16% em valores nominais. O que, considerando-se uma inflação ao redor de 4% neste ano em relação ao ano passado, chegamos à conclusão de que o crescimento em valores reais chegou a superar 15%. O que não é pouco, digamos a verdade.
 

Este quadro praticamente está nos obrigando a análise de um outro. Somente que a fonte é diferente. Ela vem do cartório distribuidor do fórum da comarca de Ribeirão Preto. Estamos falando do número de falências requeridas e de pedidos de recuperação judicial, assim chamadas as antigas concordatas. Se possível, pretendemos chegar, depois de fazermos uma gincana junto às varas competentes, ao número de falências decretadas e do encaminhamento que haja nos pedidos de recuperação judicial.