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Vicente Golfeto

Continua grave a crise na indústria da construção civil

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao


Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    Neste mesmo espaço mas em tempo diferente, considerado o período de janeiro a abril ao lado do período de janeiro a setembro mas dos exercícios de 2 012 a 2 019, ano a ano, analisamos o comportamento da indústria da construção civil sob a ótica de reforma, ampliação, reparo e transformação, expressos em metros quadrados na cidade de Ribeirão Preto. A data a que nos referimos acima é a de 30 de maio do corrente ano de 2 019. Se o prezado leitor tiver interesse em comparar os números é só acessar, filtrando, o que desejar.
    O quadro abaixo mostra a recessão, chamada eufemisticamente apenas de crise, no setor que mais gera emprego em Ribeirão Preto porque ele rivaliza, há muito tempo, com o amplo setor de serviço. 

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    O paralelo que se faça do exercício de 2 012 com o exercício corrente de 2 019 põe a nu o metro real que dá o tamanho da recessão. De janeiro a setembro de 2 012, a secretaria de planejamento e gestão pública da prefeitura municipal de Ribeirão Preto aprovou construção, reforma + ampliação + reparo + transformação, num total de 1.487.914,54 m² contra, no mesmo período de 2 019, 260.596,51 m². A queda foi, como se vê, de 82,51%. Mesmo focalizando todos os outros exercícios, 2 013 a 2 019, a queda maior foi do corrente ano com exceção apenas feita ao ano de 2 015. Este é que pode ser considerado o fundo do poço.  

    Mas 2 019 não está muito longe disso. Portanto, os números devem ser levados na devida consideração porque a fonte do desemprego está neste setor. Como a porta de entrada de muitas crises no amplo setor da indústria da construção civil tem sido, historicamente o mercado de locação, uma maneira objetiva e direta de se avaliar mudanças, para melhor ou para pior, no quadro citado, deve ser prestar mais atenção na locação de imóveis. É ele que é a verdadeira face e cara da crise da indústria da construção civil, pelo menos em Ribeirão Preto.