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Vicente Golfeto

Edifícios de alto gabarito: nossa análise

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    Com foco especificamente na construção de edifícios altos, através do binômio número de plantas aprovadas e áreas expressas em metros quadrados, tendo como fonte dados da secretaria de planejamento e gestão pública da prefeitura municipal de Ribeirão Preto, pretendemos concluir análise que estamos fazendo daquele que é um dos mais importantes setores da economia urbana de Ribeirão Preto. Estamos falando da indústria da construção civil cuja realidade gera consequências imediatas tanto em volume de investimentos mas também na quantidade de empregos gerados, direto e indiretamente.
    Os dois quadros abaixo, o número de plantas aprovadas e o total de metros quadrados das construções de edifícios considerados de alto gabarito, trazem à superfície números que mostram o vai-e-vem deste importante setor da economia de Ribeirão Preto.  

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    Sempre considerado o período de janeiro a setembro dos exercícios consecutivos de 2 012 a 2 019, nós verificamos que a quantidade de investimentos, ou pelo menos, se não tanto, a expectativa, tem como excelente metro o total de área licenciada expresso em metros quadrados. E, através deste quadro, nós vemos que foi no ano passado de 2 018 que se atingiu o ponto mais alto, tanto no número de plantas, que foi de 83, quanto no que respeita ao total de área licenciada para construção, cujo resultado, somadas as 83 plantas aprovadas, chegou a 786.849,68 metros quadrados. Com a menor quantidade de metros quadrados aprovados, no mesmo período de janeiro a setembro, ocorreu em 2 016, quando considerada a série histórica analisada nos dois quadros, verificamos que a crise atingiu seu ponto mais grave em 2 016, quando também o número de plantas foi o menor de todos. Se focalizarmos apenas o corrente exercício de 2 019, tanto no que toca ao número de plantas aprovadas como no que respeita ao total das construções mistas, residenciais e comerciais, verificamos que houve uma queda em relação ao exercício imediatamente passado em 2 018. Mas não se atingiu a crise com tanta intensidade como em 2 016.
 

    Analistas podem se debruçar mais detidamente sobre esta realidade e encontrar saídas e explicações tecnicamente mais importantes porque nós não chegamos a identificar nada de diferente daquilo que nós estamos analisando.