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Vicente Golfeto

Cresce menos a frota de veículos das cidades mais populosas

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
    Na amplitude do tempo, mas sempre no período de janeiro a outubro, vamos partir do exercício de 2 006 e chegar ao corrente ano de 2 019. O foco é a frota formal de veículos com placa de licenciamento de cada um dos 34 municípios da região metropolitana de Ribeirão Preto. Portanto, estamos falando daquela que é considerada a microrregião mas nós temos também a alteração da frota de veículos, conforme números mensalmente fornecidos pelo Denatran, da macrorregião. Esta é aquela que é composta de 88 municípios dentro dos quais estão situados também os referidos 34 que compõem o quadro imediatamente abaixo. 

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    Como um clarim, neste presente momento, e através de palavras que publicamos neste mesmo espaço, já estamos anunciamos que brevemente publicaremos a frota de todos os municípios que compõem a referida macrorregião, coincidente com o nordeste paulista.
    O presente quadro mostra algumas realidades que precisam ser analisadas. A primeira é que quanto mais populoso o município, menos se expande a frota. Num arco do tempo de treze anos consecutivos, a frota formal de veículos da região metropolitana, somada a quantidade de todas as cidades, se expandiu 101,96%. Fica evidente e exposta a cultura do individualismo. Já falamos que cidade eficiente e agradável de se viver não é aquela em que pobre anda de automóvel. É aquela, como disse, certa vez, um prefeito municipal de Bogotá, a capital da Colômbia, em que rico anda de ônibus, de coletivo. Como, no entanto, se pode esperar que, com a qualidade precária dos coletivos que rodam pelas cidades brasileiras, nós podemos alimentar a pretensão de que executivo de empresa, de pessoas da elite econômico-financeira, para sermos genéricos, venham andar de ônibus.     A segunda é que as cidades mais populosas da região metropolitana, por ordem decrescente, Ribeirão Preto, Sertãozinho e Jaboticabal, estão entre as dez que menos apresentaram crescimento na frota. A média, nestes treze anos, de expansão da frota formal de veículos motorizados de todos os 34 municípios, foi de 101,96%. O corte, portanto, se deu com o município de Taiúva, o 26° colocado, que se expandiu 101,50%, no mesmo período.     Dos três municípios mais populosos, apenas Sertãozinho ficou ligeiramente acima desses 101,96%. Como vemos no mesmo quadro, a frota formal de veículos daquele município cresceu apenas 102,31% o que prova, com números, o que nós tentamos explicar com palavras. A terceira, para não termos que elencar outras que exigiriam mais detalhes, é que municípios menos populosos normalmente têm sido aqueles em que mais cresce a frota de veículos automotores. São os casos especificamente de Santa Cruz da Esperança, de Taquaral, de Guatapará, de Barrinha e até de Serra Azul. Todos esses cinco têm população inferior a quarenta mil habitantes. 

    A mobilidade urbana, um dos vetores por meio dos quais se enxerga a integração de todos os 34 municípios mencionados, deve ser construída através, numa primeira etapa, da malha viária já existente. Mas esta malha viária precisa, gradativamente, ser transformada em sistema viário. E é, através dele, que pode transitar os veículos automotores, mas principalmente os coletivos, os ônibus. Pelo menos é isso que se espera e é esta aposta que nós fazemos.