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Vicente Golfeto

Imóveis dados em pagamento de dívida

Confira a análise no texto do professor Vicente Golfeto

| ACidadeON/Ribeirao

Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)
 Além das tradicionais, dinheiro de papel, cheque (que é sempre uma ordem de pagamento a vista) e cartão de crédito, dentre outras, há outras modalidades de moeda que não são, no entanto, estas conhecidas. Estamos falando daquilo que se dá em pagamento de dívida entre credor e devedor.
    Os cartórios de registro de imóveis, 1° e 2° tabeliães, nos informam que, no arco do tempo que engloba os exercícios de 2012 e 2019, sempre no período de janeiro a outubro, a modalidade de dação em pagamento obedeceu a seguinte quantidade, como se vê nos quadros abaixo. 

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    Em 2012 foram 365 imóveis contra 613 no corrente exercício de 2019, incluídos na modalidade de dação em pagamento. Como se vê, o crescimento foi de 67,94%, um pouco inferior ao valor monetário desses imóveis, somados. Em 2012, os 365 imóveis dados em pagamento atingiram a soma de R$ 50.854.926,42, enquanto em 2019 os 613 imóveis também dados em pagamento e registrados nos cartórios competentes, atingiram R$ 144.137.441,40, representando um aumento nominal de 83,43% em relação ao exercício de 2012.
    Chegando ao detalhe, verificamos que o valor médio, de janeiro a outubro de 2012 de cada um dos imóveis dados em pagamento, chegou a R$ 139.328,56, enquanto, no corrente exercício de 2019, no mesmo período, o valor médio chegou a R$ 235.134,48. O valor médio aumentou 68,76%, em valores nominais. Como pano de fundo desta realidade, e até como seu complemento, proximamente devemos somar, a estes números, a quantidade e o valor dos imóveis penhorados por ordem judicial. Para muitos analistas, estaremos então em face de uma das modalidades de inadimplência aferida através da quantidade de imóveis transferidos por penhor judicial e por dação em pagamento.