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Conheça os benefícios da neuroarquitetura

A forma como os espaços físicos influenciam o comportamento humano foi tema de um painel do estande virtual da Bild e Vitta no Silicon Valley Web Conference

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A palestra sobre neuroarquitetura foi ministrada pelo arquiteto, light designer e professor Lorí Crízel.
Rica em conteúdos sobre construtech, inovação, tecnologia e empreendedorismo que impactam diretamente na qualidade de vida das pessoas, a programação do estande virtual do grupo Bild e Vitta (Bild Desenvolvimento Imobiliário e Vitta Residencial Construtora e Incorporadora) no Silicon Valley Web Conference contou essa semana com um painel com ênfase na convergência da neurociência com a arquitetura e o design.  

Junto com a StartSe, a Bild e Vitta é co-realizadora do evento que está acontecendo durante este mês de outubro em ambiente online e pode ser acessado no https://www.startse.com/svwc/svwc-bildvitta

A palestra sobre neuroarquitetura foi ministrada pelo arquiteto, light designer e professor Lorí Crízel, com mediação da estagiária Karina Moraes do departamento de Produto da Bild. 

O conteúdo ajudou a plateia digital a entender que a arquitetura vai muito além da criação de ambientes confortáveis e agradáveis visualmente.

Quando aliada aos conhecimentos da neurociência, ela pode entregar ambientes que afetam o bem-estar físico e emocional dos moradores ou frequentadores, desencadeando sensações, comportamentos e, consequentemente, até mesmo influenciando na tomada de decisões.  

Crízel contou que a neuroarquitetura se fez ferramenta para explicar e permitir entender cientificamente o que antes ficava apenas no campo do empirismo.

"Sabíamos que gostávamos de determinadas coisas, determinados tipos de projeto ou linguagem projetual nos pareciam convidativos, empáticos, mas não sabíamos muito bem o porquê, ao passo que outros ambientes não nos pareciam tão agradáveis ao convívio. Então, íamos no empírico: "não gosto". Agora, temos respostas no campo científico que conseguem nos traduzir isso", afirmou.  

De acordo com ele, alguns ambientes podem, por exemplo, interferir no popularmente chamado "estado de espírito". 

"É uma via de mão dupla. O espaço pode vir a me condicionar em termos comportamentais através da sensorialidade, e o oposto pode ocorrer também, ou seja, eu posso trazer o meu reconhecimento para uma determinada espacialidade e alterar o modo como eu visualizo isso", disse. 

Em geral, quando se aborda a neuroarquitetura, são considerados três grandes campos, segundo Crízel: o sensorial (ligado ao que estamos captando sensorialmente), o cognitivo (que traduz experiências de vida) e o comportamental (que são as respostas que damos comportamentalmente às "traduções" que fizemos). 

"Não existe uma regra, mas em arquitetura, design e iluminação, normalmente trabalhamos assim: os inputs que tenho no campo sensorial são traduzidos pelo campo cognitivo e me dão como resposta algo que vou fazer no campo comportamental", explica o arquiteto.

DESIGN BIOFÍLICO

Crízel falou também sobre a biofilia, tendência de reconectar as pessoas com o ambiente natural e inserir "vida" dentro dos espaços.  

"Essa vida não está só nos elementos que eu trago - ventilação natural, iluminação natural, contato com o meio externo, a própria vegetação em si -, mas temos que também considerar o eu, bio, vida dentro deste espaço", disse.

Quando se trata de design biofílico, explica o arquiteto, é preciso entender claramente que não se está falando somente de vegetação.

Entre os outros elementos importantes a serem considerados, ele cita: iluminação natural, ventilação natural e os espaços híbridos (estar dentro, podendo enxergar fora para se ter uma relação com o "mundo"). "No entanto, eu, pessoa, elemento também vivo, devo ser considerado nessa equação. A organicidade desse espaço precisa conversar comigo", disse.

ARQUITETURA PÓS PANDEMIA  

Outro assunto abordado foi o quanto a pandemia do novo coronavírus, que surpreendeu e transformou o mundo em 2020, impactou na projeção de ambientes residenciais e corporativos.

"O ato de morar foi modificado. Antes projetávamos um espaço residencial que era pensado de forma fragmentada: área intima, área social e área servil. Chega a pandemia e nos mostra que não tem mais íntimo, social e servil, porque as pessoas ficaram em um confinamento compulsório e todos os espaços precisaram ser utilizados de todas as formas."

Crízel segue explicando que as pessoas perceberam que suas casas não mais as traduziam porque as suas necessidades não eram mais atendidas.

"Estruturas familiares com crianças, por exemplo, começaram a perceber o quanto a casa não é preparada para um convívio muito mais orgânico em relação a tempo para essas crianças. Tudo isso muda e os espaços começam a ter uma outra conotação."  

Todo o contexto, segundo ele, está sendo ressignificado e fomentando um novo morar, um novo habitar.

ACOMPANHE O SILICON VALLEY WEB CONFERENCE

A íntegra do painel "Neuroarquitetura na concepção de projetos", as ações empreendidas pela Bild e Vitta em seu estande virtual e a programação completa do Silicon Valley Web Conference podem ser conferidos no site oficial: https://www.startse.com/svwc/svwc-bildvitta .

A participação no evento é livre e gratuita para qualquer pessoa. Basta acessar o endereço eletrônico acima e preencher os dados solicitados no cadastramento. 

 


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